Não podemos falar da vida de todos os dias, se não falarmos das condições de vida que o País oferece. Entenda-se isso como “qualidade de vida”. Mesmo as pessoas que têm uma condição financeira mais favorável, não estão livres dos estresses provocados pelos péssimos serviços públicos. O sistema de transportes, por exemplo. Pegue o seu carro e saia a viajar por uma rodovia. Enfrente a BR-040, a BR-381 ou qualquer outra.
A cada dia que passa, mais e mais carretas trafegam por todas as rodovias brasileiras. Para os observadores, o volume do transporte de cargas por estradas já começa a impressionar. E por que isso? Por que não temos uma malha ferroviária adequada às necessidades brasileiras. Temos alguma coisa, mínima, mas nunca tivemos um transporte ferroviário de carga como noutros países que se preocuparam com isso.
Os governos sempre tentaram explicar o motivo. Que os investimentos em transporte ferroviário são muito altos, que o Brasil é imenso, etc.
Será? Seriam? Serão?
Talvez o melhor fosse assumir que somos um País que desenvolveu a cultura do pneu e da gasolina. E somente Deus sabe que interesses nos levaram a isso. Essa historinha é longa e não dá para ser entendida assim, de um momento para o outro.
Técnicos, estudiosos de transporte entendem o absurdo que é transportar grãos, por exemplo, na carroceria de caminhões, que, ao longo do tempo, tornaram-se maiores e mais pesados. Obviamente estragando o asfalto das estradas e quase entupindo as mesmas. Imagine toda a carga brasileira sendo transportada pelas rodovias. Toda mesmo. Imagine o caos rodoviário dentro de alguns anos, com o Brasil crescendo e, claro, com o aumento de sua população! E com o aumento das necessidades de consumos, isto sem contar as exportações dos produtos.
Mais isto é um assunto que ainda vai rolar por muitos e muitos anos, enquanto a vontade política para mudar esse quadro não for muito forte. Infelizmente ainda teremos muito acidentes rodoviários envolvendo essas grandes carretas. Elas hoje são extremamente modernas, com motoristas em geral despreparados e mal pagos para conduzi-las. Portanto, se quiser fazer uma viagem de lazer com o seu carrinho, ou mesmo de trabalho, por uma rodovia, não custa nada rezar um Pai Nosso e ir em frente. Com fé, muita fé. Por que o trem da lembrança de alguns poucos, já descarrilou há muito tempo.
O dia a dia de todos nós. Os fatos que ocorrem. O exercício da cidadania. A qualidade das relações humanas. Educação, que gera respeito para que o cidadão exija seus direitos e cumpra seus deveres.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Por quê trocar políticos e fraldas?
Pela internet circulam todos os dias, milhares, talvez milhões de emails, carregando os mais variados tipos de anexos. Coisas interessantes, mensagens positivas com belas imagens, coisas engraçadas, bizarras, verdades, assuntos chatos e cansativos. E também circulam muitas mentiras, invenções com objetivos esquisitos e muita porcaria.
Assim, circula também pela rede uma frase atribuída ao grande escritor português Eça de Queirós. O autor de “O primo Basílio”, o famoso romance. A frase seria esta: “os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão”.
Tendo sido proferida ou não por Eça de Queirós, a frase não deixa de nos fazer pensar. Se de autoria do escritor português, é surpreendente a gente observar que essa “razão” a que o autor se refere, vem de longa data, já que Eça viveu no século 19. Nasceu em 1845, em Portugal, e morreu em 1900, em Paris.
Obviamente que fraldas ou qualquer outro tipo de pano protetor, ficam cheios de bosta desde que surgiram os primeiros bebês no mundo. E claro que a troca sempre teve que ser imediata, pois senão ninguém agüentaria ficar com o nenem por perto.
Já os políticos, chega a dar tristeza a constatação, ao que tudo indica, que a produção fecal vem de séculos atrás. Provavelmente de muito antes de Eça de Queirós ter nascido. E o pior é que políticos não são trocados assim frequentemente. No Brasil, geralmente são os mesmos por anos e anos. A troca só é feita quando eles baixam o cemitério. E assim mesmo são trocados por um filho ou um neto. Ou seja, a historinha sempre continua. Do mesmo modo que os emails vão continuar circulando pela internet.
Assim, circula também pela rede uma frase atribuída ao grande escritor português Eça de Queirós. O autor de “O primo Basílio”, o famoso romance. A frase seria esta: “os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão”.
Tendo sido proferida ou não por Eça de Queirós, a frase não deixa de nos fazer pensar. Se de autoria do escritor português, é surpreendente a gente observar que essa “razão” a que o autor se refere, vem de longa data, já que Eça viveu no século 19. Nasceu em 1845, em Portugal, e morreu em 1900, em Paris.
Obviamente que fraldas ou qualquer outro tipo de pano protetor, ficam cheios de bosta desde que surgiram os primeiros bebês no mundo. E claro que a troca sempre teve que ser imediata, pois senão ninguém agüentaria ficar com o nenem por perto.
Já os políticos, chega a dar tristeza a constatação, ao que tudo indica, que a produção fecal vem de séculos atrás. Provavelmente de muito antes de Eça de Queirós ter nascido. E o pior é que políticos não são trocados assim frequentemente. No Brasil, geralmente são os mesmos por anos e anos. A troca só é feita quando eles baixam o cemitério. E assim mesmo são trocados por um filho ou um neto. Ou seja, a historinha sempre continua. Do mesmo modo que os emails vão continuar circulando pela internet.
terça-feira, 10 de março de 2009
Vida cega
Vivemos uma época em que o "ter" e o "poder" transformaram-se numa verdadeira obsessão. E daí vem o sofrimento de muitos, pela sensação do fracasso em não ter ou em não poder. A cultura hoje é a do corpo perfeito, das tatuagens consideradas maravilhosas, dos carros importados, das casas hiper confortáveis, dos telefones celulares de última geração, dos GPS para guiar os motoristas em seus automóveis, dos cruzeiros marítimos, etc.
As coisas naturais da vida, aquelas coisas simples da vida parecem terem caído no abandono. Por exemplo, a felicidade em abrir os olhos todas as manhãs e poder enxergar. Esse simples ato não é comemorado por nós. O que seria do ter e do poder se não pudéssemos ver nada além da escuridão permanente?
quarta-feira, 4 de março de 2009
Fazer xixi na rua? Traga um penico portátil no bolso...
Mais do que por sua variedade climática, diferenças entre regiões e culturas regionais, população resultante do cruzamento de várias raças humanas, o Brasil é de fato um país dos contrastes.
Talvez agora, depois de formada a imensa aldeia global decorrente da velocidade das comunicações mundiais, nosso país não cause tanto espanto a outros povos, digamos, que ainda demonstram comportamentos sociais onde o respeito ao ser humano e a educação se destacam em suas culturas. Afinal, a tendência que se observa hoje é a disseminação das porcarias mundiais. Os melhores valores humanos estão virando de cabeça para baixo, enterrando-se e perdendo-se na lama do planeta.
Obviamente, a maioria de nós, brasileiros, é oriunda do século passado. Estamos em 2009, mas ainda carregamos uma bagagem muito pesada dos idos de 1900 e antigamente. Os nacionais deste século ainda são jovens em torno dos oito anos de idade. Não fica muito difícil a gente entender essa miscelânea de coisas que acontecem no dia a dia. Miscelânea de coisas ruins que praticamente encobrem algo de bom que acontece ou que venha a acontecer. A população proliferou e com isso os problemas também proliferaram, evidentemente por causa da falta de educação de massa reinante. Aquela velha máxima de que “o errado é que está certo”. Bem, parece que vem sendo assim.
Por isso, a afirmativa dos contrastes. Ah, se resolver os problemas desses contrastes fosse apenas como se mexer naquele botãozinho da TV, que sempre melhora a imagem! Assim, vai se tornando cada vez mais difícil a solução de certas coisas, por mais que governantes façam de seus discursos, verdadeiras epopéias do desenvolvimento brasileiro.
E haja contrastes. Milhões deles. Desde aquele cidadão deputado, dono do castelo fantástico situado em São João Nepomuceno, que circula para lá e para cá com o “nariz em pé”, na Câmara dos Deputados, passando pelo outro cidadão do Senado, que não declarou à receita federal a sua simples casinha no valor de cinco milhões de reais. No meio deste caminho, a gente tropeça em tudo. Na falta de policiamento em nossas cidades; na falta de leitos hospitalares no sistema público; nas agressões que professores vêm sofrendo pelos alunos, dentro das escolas em todo o Brasil; na violência generalizada; numa multidão de criminosos de várias espécies, ricos e pobres, a quem não acontece nada, na prática, de punição. Nada disso é novidade. Muita gente sabe disso, mas prefere talvez não pensar muito no assunto. E isto até é compreensível, na medida em que existem tantas outras coisas mais importantes no nível pessoal, para a sobrevivência de cada um.
Mas não deixamos de ser um país dos contrastes. Enumerá-los, todos, impossível!
Aliás, a vida vai se tornando uma verdadeira missão impossível, onde quem mais foi capaz de aperfeiçoar o tão falado jeitinho brasileiro, consegue romper as barreiras de tão terrível missão.
No entanto, não vamos nos deter em nada disso. Essa vida de todos os dias é assim mesmo. Quem a faz ou a fez assim, fomos nós mesmos.
Nessa do cotidiano, de fatos que tornam o contraste brasileiro ainda mais evidente, vem uma notícia do Rio de Janeiro, onde dois rapazes foram presos porque estavam fazendo xixi numa das calçadas do centro da cidade. Foi durante a apresentação de um bloco de carnaval. Talvez algum bloco vencedor, pois o fato aconteceu após os dias oficiais daquela festa.
Criou-se uma polêmica. Foram presos sob a acusação de praticarem atos obscenos. Ora, em momento algum a notícia falou que eles se masturbavam ou que apontavam seus pênis na direção dos transeuntes. Apenas, estavam, digamos, vulgarmente, mijando. Provavelmente haviam ingerido, como todo bom brasileiro, muitos copos de cerveja, na melhor das hipóteses. Na verdade, este fato, o de mijar na rua, poderíamos dizer, é muito comum pelas cidades do Brasil. Alguns lugares particularmente, em praticamente todas as cidades do País, fedem a mijo. Ou melhor, a urina, a xixi, para não constranger a linguagem de alguns cidadãos mais polidos.
Claro que isto não justifica o fato e nem defende os dois rapazes presos. Embora haja coisas bem piores que o ato de urinar em público. Algumas coisas públicas, por exemplo, ou o mau uso dinheiro público. E nem por isso pessoas vão em cana. Alegação de ato obsceno? Mais do que o ato constrangedor de alguém urinar na rua, a gente vê certamente coisas, digamos, mais obscenas em determinados programas de televisão e até mesmo na rua, nas praias, no Carnaval, em determinadas instituições, etc.
Acima de tudo, fica a pergunta que não quer calar: onde estão os banheiros públicos de nossas cidades brasileiras? Aqueles banheiros higienizados, como em países da Europa, por exemplo, onde se paga um valor para o uso, mas num caso de emergência o cidadão tem onde se aliviar. E não somente do xixi, mas até de uma diarréia repentina.
Banheiro público em nossas cidades, apenas nos shoppings centers e mais exatamente para os usuários desses.
Portanto, cuidado ao circular a pé por nossas ruas e avenidas. Reze para sua bexiga não encher repentinamente ou evite beber muitos líquidos, o que é impossível num país quente como o nosso. Se tiver uma caganeira então, azar o seu. Como diz o nosso filósofo Faustão, “se vira nos trinta”! Ou use aquele botão da TV que ativa o contraste, porque você vai passar em segundos do vermelho para o roxo e o amarelo. Sua imagem vai ficar horrível.
Talvez agora, depois de formada a imensa aldeia global decorrente da velocidade das comunicações mundiais, nosso país não cause tanto espanto a outros povos, digamos, que ainda demonstram comportamentos sociais onde o respeito ao ser humano e a educação se destacam em suas culturas. Afinal, a tendência que se observa hoje é a disseminação das porcarias mundiais. Os melhores valores humanos estão virando de cabeça para baixo, enterrando-se e perdendo-se na lama do planeta.
Obviamente, a maioria de nós, brasileiros, é oriunda do século passado. Estamos em 2009, mas ainda carregamos uma bagagem muito pesada dos idos de 1900 e antigamente. Os nacionais deste século ainda são jovens em torno dos oito anos de idade. Não fica muito difícil a gente entender essa miscelânea de coisas que acontecem no dia a dia. Miscelânea de coisas ruins que praticamente encobrem algo de bom que acontece ou que venha a acontecer. A população proliferou e com isso os problemas também proliferaram, evidentemente por causa da falta de educação de massa reinante. Aquela velha máxima de que “o errado é que está certo”. Bem, parece que vem sendo assim.
Por isso, a afirmativa dos contrastes. Ah, se resolver os problemas desses contrastes fosse apenas como se mexer naquele botãozinho da TV, que sempre melhora a imagem! Assim, vai se tornando cada vez mais difícil a solução de certas coisas, por mais que governantes façam de seus discursos, verdadeiras epopéias do desenvolvimento brasileiro.
E haja contrastes. Milhões deles. Desde aquele cidadão deputado, dono do castelo fantástico situado em São João Nepomuceno, que circula para lá e para cá com o “nariz em pé”, na Câmara dos Deputados, passando pelo outro cidadão do Senado, que não declarou à receita federal a sua simples casinha no valor de cinco milhões de reais. No meio deste caminho, a gente tropeça em tudo. Na falta de policiamento em nossas cidades; na falta de leitos hospitalares no sistema público; nas agressões que professores vêm sofrendo pelos alunos, dentro das escolas em todo o Brasil; na violência generalizada; numa multidão de criminosos de várias espécies, ricos e pobres, a quem não acontece nada, na prática, de punição. Nada disso é novidade. Muita gente sabe disso, mas prefere talvez não pensar muito no assunto. E isto até é compreensível, na medida em que existem tantas outras coisas mais importantes no nível pessoal, para a sobrevivência de cada um.
Mas não deixamos de ser um país dos contrastes. Enumerá-los, todos, impossível!
Aliás, a vida vai se tornando uma verdadeira missão impossível, onde quem mais foi capaz de aperfeiçoar o tão falado jeitinho brasileiro, consegue romper as barreiras de tão terrível missão.
No entanto, não vamos nos deter em nada disso. Essa vida de todos os dias é assim mesmo. Quem a faz ou a fez assim, fomos nós mesmos.
Nessa do cotidiano, de fatos que tornam o contraste brasileiro ainda mais evidente, vem uma notícia do Rio de Janeiro, onde dois rapazes foram presos porque estavam fazendo xixi numa das calçadas do centro da cidade. Foi durante a apresentação de um bloco de carnaval. Talvez algum bloco vencedor, pois o fato aconteceu após os dias oficiais daquela festa.
Criou-se uma polêmica. Foram presos sob a acusação de praticarem atos obscenos. Ora, em momento algum a notícia falou que eles se masturbavam ou que apontavam seus pênis na direção dos transeuntes. Apenas, estavam, digamos, vulgarmente, mijando. Provavelmente haviam ingerido, como todo bom brasileiro, muitos copos de cerveja, na melhor das hipóteses. Na verdade, este fato, o de mijar na rua, poderíamos dizer, é muito comum pelas cidades do Brasil. Alguns lugares particularmente, em praticamente todas as cidades do País, fedem a mijo. Ou melhor, a urina, a xixi, para não constranger a linguagem de alguns cidadãos mais polidos.
Claro que isto não justifica o fato e nem defende os dois rapazes presos. Embora haja coisas bem piores que o ato de urinar em público. Algumas coisas públicas, por exemplo, ou o mau uso dinheiro público. E nem por isso pessoas vão em cana. Alegação de ato obsceno? Mais do que o ato constrangedor de alguém urinar na rua, a gente vê certamente coisas, digamos, mais obscenas em determinados programas de televisão e até mesmo na rua, nas praias, no Carnaval, em determinadas instituições, etc.
Acima de tudo, fica a pergunta que não quer calar: onde estão os banheiros públicos de nossas cidades brasileiras? Aqueles banheiros higienizados, como em países da Europa, por exemplo, onde se paga um valor para o uso, mas num caso de emergência o cidadão tem onde se aliviar. E não somente do xixi, mas até de uma diarréia repentina.
Banheiro público em nossas cidades, apenas nos shoppings centers e mais exatamente para os usuários desses.
Portanto, cuidado ao circular a pé por nossas ruas e avenidas. Reze para sua bexiga não encher repentinamente ou evite beber muitos líquidos, o que é impossível num país quente como o nosso. Se tiver uma caganeira então, azar o seu. Como diz o nosso filósofo Faustão, “se vira nos trinta”! Ou use aquele botão da TV que ativa o contraste, porque você vai passar em segundos do vermelho para o roxo e o amarelo. Sua imagem vai ficar horrível.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Carnaval o ano inteiro
Assim como cada indivíduo, cada país também tem seu modo próprio de existir. Claro que não se pode pensar igual. As diferenças existem e devem ser respeitadas, embora com aquele limite que não incomode e nem interfira na diferença do outro. Seria o “cada um na sua” com o devido respeito às regras básicas instituídas. E para isso, teria que haver um mínimo de organização, de padronização cultural no caso de uma sociedade.
No Brasil, por exemplo, já faz parte da cultura, o comportamento, no que diz respeito ao início verdadeiro do ano de trabalho, exceção à regra no caso de meia dúzia de gatos pingados. Chegou dezembro, o ano pára. Vem o Natal, as férias de muitos e depois o Carnaval, a verdadeira explosão da alegria do povo. Talvez a única verdadeira alegria por alguns dias, no universo de doze meses. Talvez a extravasão do grito contido, da sátira, da ironia. O grito por tanta coisa que não deveria acontecer no meio social. Um verdadeiro Carnaval antes que se retorne à realidade do dia a dia.
Com isso, estamos perto, poderíamos dizer, de “começar” o ano de 2009. Para quem se deu ou se dá ao trabalho de observar os acontecimentos, neste janeiro e agora no fevereiro que está terminando, tudo se repetiu. Não houve fato acontecido que tivesse alterado o rumo da história. Fazendo-se uma retrospectiva do noticiário desses meses, a mesma cascata de coisas desagradáveis e que tornam a vida do cidadão insegura e de baixa qualidade. Benefícios para a população, só aqueles que são pagos aos aposentados do INSS e que até agora ninguém explicou porque são denominados assim. “Benefícios”? O sujeito paga a vida toda para ter uma aposentadoria irrisória! Volta-se ao velho chavão de que, educação para todos, transporte coletivo digno e leitos nos hospitais públicos para todos os que pagam por isso durante a vida inteira, deveriam ser os verdadeiros benefícios, entre outros, para a população. Mas, não é bem assim...
Como bem disse o professor de ética e filosofia da Unicamp, Roberto Romano, em uma entrevista recente concedida à TV UOL (aquele provedor da internet), “na política, a sensação é de Carnaval o ano inteiro”. A entrevista está lá para quem quiser conferir. Um vídeo interessante, certamente de alguém experiente e que se dedica ao estudo da sociedade brasileira e ao comportamento do ser humano em geral. O acesso não é difícil dentro da página principal do UOL na rede. Coloca-se o nome do professor na busca e chega-se ao vídeo...
Resumindo bastante o que o professor disse na entrevista, o carnaval aqui é permanente. O carnaval do dinheiro público, o carnaval das repetições de fatos, das improbidades, do gasto indiscriminado do dinheiro público, da falta de respeito ao cidadão, das manipulações do poder, o carnaval das oligarquias, daqueles que somente deixam o poder dentro de um caixão.
Enquanto a entrevista desse professor permanece arquivada na rede, vamos lembrar agora de outros carnavais. De carnavais particulares, como o daquela advogada pernambucana que agitou a tranquila e agitada Suíça, com a denúncia de que teria sido vítima dos skinheads locais. E que depois tivemos que vergonhosamente voltar atrás. Deveríamos mesmo pedir desculpas àquele país. Até o Lula se manifestou e cobrou providências ao governo suíço. Mas graças a Deus vieram os festejos do carnaval brasileiro. A festa propriamente dita. E o fato silenciou, não sabemos que final aconteceu com a moça.
Nesse caso, o governo brasileiro não foi alertado ou se esqueceu de alguns detalhes históricos. Do Jean Charles que foi comprovadamente assassinado em Londres anos atrás e que, na ocasião, não houve grandes cobranças enérgicas por parte daqui. Que muita gente inocente foi barrada em aeroportos da Europa, passou por constrangimentos e voltou com prejuízos dos gastos com a viagem interrompida. E não houve cobranças tão fortes como no caso provocado por essa advogada pernambucana. Ora, por quê? A pergunta fica para quem quiser responder ou explicar.
O governo parece que também se esqueceu ou não foi alertado para o caso de inúmeros estrangeiros que chegam ao Brasil e são mortos, violentados, assaltados em nossas cidades. Só para exemplificar, o caso do casal de franceses que quase foi massacrado, há pouco tempo, em assalto nas cercanias da ilha de Itaparica na Bahia, dentro de um barco. Ou o jovem italiano atropelado e morto recentemente na Avenida Atlântica, no Rio, quando defendia sua família de um terrível assalto na praia de Copacabana. Os casos dias atrás e ontem, em pleno Carnaval brasileiro, de inúmeros estrangeiros de várias nacionalidades que foram assaltados e por sorte não mortos em nossas grandes metrópoles.
Será que somos mesmo um Carnaval eterno? Aquele Carnaval falado pelo professor Romano em sua entrevista? Um Carnaval de vergonhas e constrangimentos lá fora e aqui dentro?
Por hoje chega, vamos tomar cerveja que talvez seja melhor. Aliás, hoje ainda é Carnaval de verdade. Alegrias!
No Brasil, por exemplo, já faz parte da cultura, o comportamento, no que diz respeito ao início verdadeiro do ano de trabalho, exceção à regra no caso de meia dúzia de gatos pingados. Chegou dezembro, o ano pára. Vem o Natal, as férias de muitos e depois o Carnaval, a verdadeira explosão da alegria do povo. Talvez a única verdadeira alegria por alguns dias, no universo de doze meses. Talvez a extravasão do grito contido, da sátira, da ironia. O grito por tanta coisa que não deveria acontecer no meio social. Um verdadeiro Carnaval antes que se retorne à realidade do dia a dia.
Com isso, estamos perto, poderíamos dizer, de “começar” o ano de 2009. Para quem se deu ou se dá ao trabalho de observar os acontecimentos, neste janeiro e agora no fevereiro que está terminando, tudo se repetiu. Não houve fato acontecido que tivesse alterado o rumo da história. Fazendo-se uma retrospectiva do noticiário desses meses, a mesma cascata de coisas desagradáveis e que tornam a vida do cidadão insegura e de baixa qualidade. Benefícios para a população, só aqueles que são pagos aos aposentados do INSS e que até agora ninguém explicou porque são denominados assim. “Benefícios”? O sujeito paga a vida toda para ter uma aposentadoria irrisória! Volta-se ao velho chavão de que, educação para todos, transporte coletivo digno e leitos nos hospitais públicos para todos os que pagam por isso durante a vida inteira, deveriam ser os verdadeiros benefícios, entre outros, para a população. Mas, não é bem assim...
Como bem disse o professor de ética e filosofia da Unicamp, Roberto Romano, em uma entrevista recente concedida à TV UOL (aquele provedor da internet), “na política, a sensação é de Carnaval o ano inteiro”. A entrevista está lá para quem quiser conferir. Um vídeo interessante, certamente de alguém experiente e que se dedica ao estudo da sociedade brasileira e ao comportamento do ser humano em geral. O acesso não é difícil dentro da página principal do UOL na rede. Coloca-se o nome do professor na busca e chega-se ao vídeo...
Resumindo bastante o que o professor disse na entrevista, o carnaval aqui é permanente. O carnaval do dinheiro público, o carnaval das repetições de fatos, das improbidades, do gasto indiscriminado do dinheiro público, da falta de respeito ao cidadão, das manipulações do poder, o carnaval das oligarquias, daqueles que somente deixam o poder dentro de um caixão.
Enquanto a entrevista desse professor permanece arquivada na rede, vamos lembrar agora de outros carnavais. De carnavais particulares, como o daquela advogada pernambucana que agitou a tranquila e agitada Suíça, com a denúncia de que teria sido vítima dos skinheads locais. E que depois tivemos que vergonhosamente voltar atrás. Deveríamos mesmo pedir desculpas àquele país. Até o Lula se manifestou e cobrou providências ao governo suíço. Mas graças a Deus vieram os festejos do carnaval brasileiro. A festa propriamente dita. E o fato silenciou, não sabemos que final aconteceu com a moça.
Nesse caso, o governo brasileiro não foi alertado ou se esqueceu de alguns detalhes históricos. Do Jean Charles que foi comprovadamente assassinado em Londres anos atrás e que, na ocasião, não houve grandes cobranças enérgicas por parte daqui. Que muita gente inocente foi barrada em aeroportos da Europa, passou por constrangimentos e voltou com prejuízos dos gastos com a viagem interrompida. E não houve cobranças tão fortes como no caso provocado por essa advogada pernambucana. Ora, por quê? A pergunta fica para quem quiser responder ou explicar.
O governo parece que também se esqueceu ou não foi alertado para o caso de inúmeros estrangeiros que chegam ao Brasil e são mortos, violentados, assaltados em nossas cidades. Só para exemplificar, o caso do casal de franceses que quase foi massacrado, há pouco tempo, em assalto nas cercanias da ilha de Itaparica na Bahia, dentro de um barco. Ou o jovem italiano atropelado e morto recentemente na Avenida Atlântica, no Rio, quando defendia sua família de um terrível assalto na praia de Copacabana. Os casos dias atrás e ontem, em pleno Carnaval brasileiro, de inúmeros estrangeiros de várias nacionalidades que foram assaltados e por sorte não mortos em nossas grandes metrópoles.
Será que somos mesmo um Carnaval eterno? Aquele Carnaval falado pelo professor Romano em sua entrevista? Um Carnaval de vergonhas e constrangimentos lá fora e aqui dentro?
Por hoje chega, vamos tomar cerveja que talvez seja melhor. Aliás, hoje ainda é Carnaval de verdade. Alegrias!
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Trombando com a reforma
Ora, “essa vida de todos os dias”! Poderia ser menos complicada, mais simples, não fossem algumas invenções dos homens, para aumentar a preocupação dos comuns seres mortais.
Já não bastam as dificuldades em se arranjar emprego, a falta de dinheiro para se pagar as contas mensais ou os créditos em excesso, o caos urbano, o caos nos hospitais, a falta de transporte público adequado, e outras questões? Arranjam para nós, agora, uma nova reforma ortográfica, feita, dizem, com o objetivo de unificar o idioma português em todos os países que falam esta língua.
Com o perdão dos senhores doutores em língua portuguesa e de suas justificativas para a unificação do idioma, qual seria de fato a suma importância da referida medida? Ainda não se ouviu com clareza, alguém explicar com convencimento a necessidade de tal reforma. Afinal, até então, sempre conseguimos entender muito bem (quem sabe ler, claro!) a leitura de um texto escrito no português de Portugal, com ressalvas para algumas palavras diferentes e com significado específico daquele país. Afinal, a grande massa populacional brasileira não vivia lendo textos em português dos outros países irmãos de idioma, afastados por milhares de quilômetros de nós, brasileiros. E muito menos nunca mantivemos toneladas de correspondências com os habitantes desses países de semelhança lingüística. Que essa reforma então ficasse somente no topo das relações internacionais ou para o intercâmbio cultural das elites.
Mas enfim, alguém inventou ou decidiu que tinha que se unificar e a coisa aconteceu, para o desespero de milhares, talvez poucos milhões que já sabiam escrever, de forma correta ou quase que correta, o português brasileiro até noutro dia. “Começar de novo”, tal qual o título da canção de Ivan Lins.
Certamente, pelas regras atuais, este texto já está cheio de erros ortográficos. Já que “idéia”, não se escreve mais com acento. Agora será “ideia”, tal como “assembleia”, embora a pronúncia continuará sendo aberta e não “idêia” ou “assemblêia”. Se não foi para fazer uma puta confusão na cabeça dos atuais estudantes em estágio mais avançado ou na de quem já sabia escrever, foi para quê essa nova reforma? Há que se pensar que a resposta é difícil, pois, como já foi dito, não houve quem desse uma convincente explicação da necessidade de tal reboliço no idioma pátrio.
De concreto, temos até 2012 para aprendermos a escrever direito, tal como colocando dois erres em “autorretrato”, que até então se escrevia auto-retrato. E mais uma série de regrinhas que teremos que engolir. Ou voltaremos para a escola, ou teremos que comprar novos dicionários, gramáticas e todos os apetrechos necessários ao novo aprendizado. E haja dinheiro para acompanhar essa reforma da escrita, embora quem for a Portugal terá que compreender que “bestial” não é bem aquilo que entendemos aqui no Brasil, que “rapariga” lá é outra coisa, ou “bicha” não é aquilo que dizemos aqui no Brasil, por exemplo.
Mas, vamos em frente para ver no que vai dar. E com certeza vai dar naquilo que sempre deu. Ou seja, lá pra depois de 2012, a maioria de nós terá sempre dúvidas quanto a escrever esta ou aquela palavra em português. Os professores de português certamente vão se escabelar, os alunos se desesperarão nas provas e vestibulares, mesmo com o prazo de carência dado para a efetivação da reforma. E os editores de livros, gramáticas e dicionários irão faturar com as novas vendas.
Por acaso alguém já ouviu falar que o idioma inglês passou por reforma ortográfica? Isto para não citar o espanhol, que também é muito falado em várias partes do mundo. Muitos desses povos, que falam essas línguas, devem ter coisas mais importantes com o que se preocupar.
Bem, com reformas à parte, vamos agora entrar no Brasil do dia a dia. No Brasil da rua, da internet, do povão que luta para a sobrevivência diária. Qual vai ser a importância dessa reforma ortográfica unificada para esses que são a maioria do País? Se alguém souber a resposta, por favor, comente, fale, explique e, desde já, mil perdões, pela possível ignorância deste texto.
Quem tem acesso à internet e a usa em conversas e bate-papos, sabe que já foi criada uma ortografia específica para o português usado na rede. Tudo cifrado, tudo abreviado, verdadeiras expressões idiomáticas estranhas, que os jovens, principalmente, já se habituaram a escrever em sua comunicação. E que devem deixar chocados os senhores doutores da língua portuguesa.
Afora isso, Brasil adentro, os “pobremas” irão continuar na boca do povo. Que falarão, mas nunca saberão nem como se escreve essa palavra esquisita para nós, privilegiados – “pobrema”. O jogo do “framengo” será sempre assim por muito tempo. Existe um moço nesse interior brasileiro, que toma conta de uma chácara e cuja linguagem é surpreendente, mesmo sui-generis. Para ele, poço artesiano é poço “anestesiano”. Película no vidro dos carros é “pelica”, a marca Fiat é “Fit”, época é “épa”... E por aí vai. Tentem explicar essa nova reforma ortográfica para ele, a unificação da escrita do português e onde fica pelo menos Portugal.
Desculpem a ousadia, mas essa reforma ortográfica provavelmente não nos trará nada de concreto em termos práticos. Provavelmente não provocará as reformas políticas necessárias, as sociais, as reformas em nosso sistema judiciário, as reformas da maneira do ensino como um todo, e, sobretudo, não alterará a mentalidade reinante e muito menos o comportamento do homem brasileiro no que toca ao exercício pleno da cidadania. E mais, não vai alterar o teor dos discursos demagógicos e chatos de nossos políticos. Essa reforma não vai ensinar nem disseminar o respeito que deve haver entre os membros de uma sociedade como a nossa. Poderá, no mínimo, causar estresse, àqueles que se preocupam em escrever corretamente o idioma nacional.
Já não bastam as dificuldades em se arranjar emprego, a falta de dinheiro para se pagar as contas mensais ou os créditos em excesso, o caos urbano, o caos nos hospitais, a falta de transporte público adequado, e outras questões? Arranjam para nós, agora, uma nova reforma ortográfica, feita, dizem, com o objetivo de unificar o idioma português em todos os países que falam esta língua.
Com o perdão dos senhores doutores em língua portuguesa e de suas justificativas para a unificação do idioma, qual seria de fato a suma importância da referida medida? Ainda não se ouviu com clareza, alguém explicar com convencimento a necessidade de tal reforma. Afinal, até então, sempre conseguimos entender muito bem (quem sabe ler, claro!) a leitura de um texto escrito no português de Portugal, com ressalvas para algumas palavras diferentes e com significado específico daquele país. Afinal, a grande massa populacional brasileira não vivia lendo textos em português dos outros países irmãos de idioma, afastados por milhares de quilômetros de nós, brasileiros. E muito menos nunca mantivemos toneladas de correspondências com os habitantes desses países de semelhança lingüística. Que essa reforma então ficasse somente no topo das relações internacionais ou para o intercâmbio cultural das elites.
Mas enfim, alguém inventou ou decidiu que tinha que se unificar e a coisa aconteceu, para o desespero de milhares, talvez poucos milhões que já sabiam escrever, de forma correta ou quase que correta, o português brasileiro até noutro dia. “Começar de novo”, tal qual o título da canção de Ivan Lins.
Certamente, pelas regras atuais, este texto já está cheio de erros ortográficos. Já que “idéia”, não se escreve mais com acento. Agora será “ideia”, tal como “assembleia”, embora a pronúncia continuará sendo aberta e não “idêia” ou “assemblêia”. Se não foi para fazer uma puta confusão na cabeça dos atuais estudantes em estágio mais avançado ou na de quem já sabia escrever, foi para quê essa nova reforma? Há que se pensar que a resposta é difícil, pois, como já foi dito, não houve quem desse uma convincente explicação da necessidade de tal reboliço no idioma pátrio.
De concreto, temos até 2012 para aprendermos a escrever direito, tal como colocando dois erres em “autorretrato”, que até então se escrevia auto-retrato. E mais uma série de regrinhas que teremos que engolir. Ou voltaremos para a escola, ou teremos que comprar novos dicionários, gramáticas e todos os apetrechos necessários ao novo aprendizado. E haja dinheiro para acompanhar essa reforma da escrita, embora quem for a Portugal terá que compreender que “bestial” não é bem aquilo que entendemos aqui no Brasil, que “rapariga” lá é outra coisa, ou “bicha” não é aquilo que dizemos aqui no Brasil, por exemplo.
Mas, vamos em frente para ver no que vai dar. E com certeza vai dar naquilo que sempre deu. Ou seja, lá pra depois de 2012, a maioria de nós terá sempre dúvidas quanto a escrever esta ou aquela palavra em português. Os professores de português certamente vão se escabelar, os alunos se desesperarão nas provas e vestibulares, mesmo com o prazo de carência dado para a efetivação da reforma. E os editores de livros, gramáticas e dicionários irão faturar com as novas vendas.
Por acaso alguém já ouviu falar que o idioma inglês passou por reforma ortográfica? Isto para não citar o espanhol, que também é muito falado em várias partes do mundo. Muitos desses povos, que falam essas línguas, devem ter coisas mais importantes com o que se preocupar.
Bem, com reformas à parte, vamos agora entrar no Brasil do dia a dia. No Brasil da rua, da internet, do povão que luta para a sobrevivência diária. Qual vai ser a importância dessa reforma ortográfica unificada para esses que são a maioria do País? Se alguém souber a resposta, por favor, comente, fale, explique e, desde já, mil perdões, pela possível ignorância deste texto.
Quem tem acesso à internet e a usa em conversas e bate-papos, sabe que já foi criada uma ortografia específica para o português usado na rede. Tudo cifrado, tudo abreviado, verdadeiras expressões idiomáticas estranhas, que os jovens, principalmente, já se habituaram a escrever em sua comunicação. E que devem deixar chocados os senhores doutores da língua portuguesa.
Afora isso, Brasil adentro, os “pobremas” irão continuar na boca do povo. Que falarão, mas nunca saberão nem como se escreve essa palavra esquisita para nós, privilegiados – “pobrema”. O jogo do “framengo” será sempre assim por muito tempo. Existe um moço nesse interior brasileiro, que toma conta de uma chácara e cuja linguagem é surpreendente, mesmo sui-generis. Para ele, poço artesiano é poço “anestesiano”. Película no vidro dos carros é “pelica”, a marca Fiat é “Fit”, época é “épa”... E por aí vai. Tentem explicar essa nova reforma ortográfica para ele, a unificação da escrita do português e onde fica pelo menos Portugal.
Desculpem a ousadia, mas essa reforma ortográfica provavelmente não nos trará nada de concreto em termos práticos. Provavelmente não provocará as reformas políticas necessárias, as sociais, as reformas em nosso sistema judiciário, as reformas da maneira do ensino como um todo, e, sobretudo, não alterará a mentalidade reinante e muito menos o comportamento do homem brasileiro no que toca ao exercício pleno da cidadania. E mais, não vai alterar o teor dos discursos demagógicos e chatos de nossos políticos. Essa reforma não vai ensinar nem disseminar o respeito que deve haver entre os membros de uma sociedade como a nossa. Poderá, no mínimo, causar estresse, àqueles que se preocupam em escrever corretamente o idioma nacional.
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