No twitter não precisamos escrever tanto. A expressão de algo é feita em apenas 140 toques de digitação. A gente pode extravasar com criatividade e sutileza...
Quem quiser acessar o twitter de Marcos Bas, entre no seguinte endereço:
http://twitter.com/basduda
O blog aqui vai continuar também...
O dia a dia de todos nós. Os fatos que ocorrem. O exercício da cidadania. A qualidade das relações humanas. Educação, que gera respeito para que o cidadão exija seus direitos e cumpra seus deveres.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Pesquisas, pesquisas...
Pesquisas Eleitorais! Hummm! Há controvérsias. Quem mexe com esse tipo de trabalho, sabe que pode fazer um ótimo trabalho, com resultados mais próximos da realidade. Tudo depende do universo a ser pesquisado e do assunto, claro. Mas, sobretudo, depende bastante da amostragem que se usa, ou seja, do conhecimento das pessoas pesquisadas a respeito do assunto que se deseja pesquisar.
Resultado de pesquisa nem sempre aponta exatamente ou mais exatamente possível, a tendência de algo, a representatividade de determinado assunto. O perigo de manipulação existe. Há poucos dias, uma emissora de rádio de Belo Horizonte, de grande audiência local, promoveu uma mesa redonda para debates sobre o assunto “pesquisas eleitorais”. Participaram jornalistas e alguns outros profissionais da cidade. A maioria opinou contra esse tipo de pesquisa, especialmente durante as prévias das campanhas eleitorais, ou quando estas estão em andamento.
Alguns foram mais enfáticos, afirmando que as mesmas deveriam ser proibidas nessas ocasiões. Afinal, elas acabam induzindo o eleitor a votar sem pensar “naquele que está ganhando”, que está à frente, segundo as pesquisas. Na verdade, tudo está embutido muito sabiamente, para os interessados, no próprio processo eleitoral. A massa populacional de eleitores nacionais acaba votando sem a devida consciência. Expressões que tentam ilustrar o processo das eleições tais como, “use o seu direito de cidadania”, “não perca o seu voto”, “não venda o seu voto” e outras, acabam levando o eleitor a não entender bem a importância da sua escolha na hora do voto.
O marketing que envolve os processos de campanhas dos candidatos também colabora para a persistência desse ato inconsciente. Pelo sistema atual, alguns candidatos e seus partidos têm um espaço maior na mídia, geralmente têm mais dinheiro para efetuar suas campanhas com um bom trabalho de propaganda. Outros candidatos, que poderiam ter bom potencial de se tornarem grandes e proveitosas personalidades públicas, passam pelas campanhas, nos horários e espaços oficiais, como verdadeiros foguetes. Suas mensagens são muito rápidas e alguns mal têm tempo de dizer seus nomes, cargo pretendido e número para votação.
Por outro lado, há uma coisa implícita em nossos costumes: brasileiro não quer jogar para perder. Eleição é também como se fosse uma aposta (na cabeça de muitos). Vota-se para receber algo em troca pessoalmente. Numa comparação grosseira, é uma aposta na sena, na quina ou num bilhete de loteria. A massa popular não está preparada, porque não recebeu a educação necessária, para entender que, eleger é dar passaporte remunerado a quem deverá trabalhar pelo Brasil com muita responsabilidade e ética.
Por isso, as pesquisas eleitorais prévias aqui em nosso país, acabam sendo indutoras no processo. Em geral nós não apostamos em time que não está ganhando. E junte-se a isso a inocente credulidade gratuita de todo um povo. E isso independe de classe social. Isto ainda é o Brasil.
Pesquisa entre uma população é coisa séria. O Brasil dispõe de organismos competentes que podem realizá-la. No entanto, tudo depende da forma, dos ingredientes e do que se coloca no miolo da pesquisa e do assunto pesquisado. É um assunto científico, mas a própria ciência pode cometer falha. Depende sempre do homem que a faz. Se uma pesquisa não é bem conduzida, o seu resultado vai ser acreditado apenas por aqueles que ainda acreditam em cegonhas ou papai Noel.
Resultado de pesquisa nem sempre aponta exatamente ou mais exatamente possível, a tendência de algo, a representatividade de determinado assunto. O perigo de manipulação existe. Há poucos dias, uma emissora de rádio de Belo Horizonte, de grande audiência local, promoveu uma mesa redonda para debates sobre o assunto “pesquisas eleitorais”. Participaram jornalistas e alguns outros profissionais da cidade. A maioria opinou contra esse tipo de pesquisa, especialmente durante as prévias das campanhas eleitorais, ou quando estas estão em andamento.
Alguns foram mais enfáticos, afirmando que as mesmas deveriam ser proibidas nessas ocasiões. Afinal, elas acabam induzindo o eleitor a votar sem pensar “naquele que está ganhando”, que está à frente, segundo as pesquisas. Na verdade, tudo está embutido muito sabiamente, para os interessados, no próprio processo eleitoral. A massa populacional de eleitores nacionais acaba votando sem a devida consciência. Expressões que tentam ilustrar o processo das eleições tais como, “use o seu direito de cidadania”, “não perca o seu voto”, “não venda o seu voto” e outras, acabam levando o eleitor a não entender bem a importância da sua escolha na hora do voto.
O marketing que envolve os processos de campanhas dos candidatos também colabora para a persistência desse ato inconsciente. Pelo sistema atual, alguns candidatos e seus partidos têm um espaço maior na mídia, geralmente têm mais dinheiro para efetuar suas campanhas com um bom trabalho de propaganda. Outros candidatos, que poderiam ter bom potencial de se tornarem grandes e proveitosas personalidades públicas, passam pelas campanhas, nos horários e espaços oficiais, como verdadeiros foguetes. Suas mensagens são muito rápidas e alguns mal têm tempo de dizer seus nomes, cargo pretendido e número para votação.
Por outro lado, há uma coisa implícita em nossos costumes: brasileiro não quer jogar para perder. Eleição é também como se fosse uma aposta (na cabeça de muitos). Vota-se para receber algo em troca pessoalmente. Numa comparação grosseira, é uma aposta na sena, na quina ou num bilhete de loteria. A massa popular não está preparada, porque não recebeu a educação necessária, para entender que, eleger é dar passaporte remunerado a quem deverá trabalhar pelo Brasil com muita responsabilidade e ética.
Por isso, as pesquisas eleitorais prévias aqui em nosso país, acabam sendo indutoras no processo. Em geral nós não apostamos em time que não está ganhando. E junte-se a isso a inocente credulidade gratuita de todo um povo. E isso independe de classe social. Isto ainda é o Brasil.
Pesquisa entre uma população é coisa séria. O Brasil dispõe de organismos competentes que podem realizá-la. No entanto, tudo depende da forma, dos ingredientes e do que se coloca no miolo da pesquisa e do assunto pesquisado. É um assunto científico, mas a própria ciência pode cometer falha. Depende sempre do homem que a faz. Se uma pesquisa não é bem conduzida, o seu resultado vai ser acreditado apenas por aqueles que ainda acreditam em cegonhas ou papai Noel.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Campanhas e os Milagres do Marketing
Muita gente reclama do horário eleitoral gratuito, obrigatório no rádio e na tv. Os motivos dessas reclamações são variados. Mas, em geral achamos que é um verdadeiro “pé no saco”. E, hoje, para que paguemos então os nossos pecados, o dito horário teve início.
Há muitos outros fatos, atualmente, rolando pelo país. Num país de dimensões tamanhas como as do Brasil, há sempre uma gama imensa de assuntos e isto não poderia ser diferente. Ainda mais quando persistem as diferenças abissais entre as diversas camadas sociais que formam o povo brasileiro. Todavia, sem dúvida alguma, o assunto agora mais importante é a eleição para Presidente da República. A renovação da cadeira principal do Palácio do Planalto a partir de janeiro de 2011.
Assim, talvez custe apenas um pequeno esforço para superar o enjôo, o prestar um mínimo de atenção ao que é dito pelos diversos candidatos nesse espaço não muito aplaudido. Pode ser uma experiência interessante. Nos meandros daquela propaganda e do marketing ali embutido, poderemos descobrir e ver coisas que até então nossas mentes não conseguiam captar. Claro, não deixa de ser um exercício um tanto enfadonho e, quiçá, sonolento. Pelo menos em seu início.
Porém, com três minutos de assistência no mínimo, tanto o enfado como o sono, podem desaparecer. Como foi dito acima, é só prestar um mínimo de atenção a certos detalhes, à linguagem dos candidatos, ao que é dito ou prometido. E, se pudermos gravar determinadas afirmativas dos candidatos, poderá ser muito interessante no futuro, para importantes comparações ao que estará sendo executado pelos candidatos eleitos.
Há anos que a forma das campanhas eleitorais no Brasil vão se mantendo mais ou menos do mesmo jeito, mesmo com algumas modificações introduzidas pela legislação que regula o tema. Isso se torna mais evidente quando se trata das eleições e campanhas para Presidente da República. Há sempre um candidato indicado pelo partido que naquele momento está na situação, outro que vem pela oposição e um terceiro apontado por outro partido, que, na verdade, este todo mundo sabe que não irá à parte alguma, a não ser ficar um pouco mais evidente no cenário nacional. E, de repente, muito mais que de repente do que a gente possa prever, surgem outros candidatos, que, pelas regras estabelecidas para o processo da campanha eleitoral, fazem pequenas aparições relâmpagos onde pregam suas idéias no deserto da nossa ignorância quase que total sobre o tema eleições.
Resumindo, sobram ao final apenas dois candidatos, o da situação e o da oposição, evidentemente cobras mais do que criadas na esfera política. Na verdade, o eleitor brasileiro acaba votando por um verdadeiro processo de indução. E, claro, elege. Elege aquele que é o melhor. Melhor fruto de um bom processo de marketing. Elege porque é obrigado a ir votar. Elege porque ouve previamente que deve exercer o direito da cidadania, como se cidadania fosse simplesmente o ato de eleger alguém para cargo tão importante. E elege porque, vota para não “perder” o voto, de acordo com os seus conceitos particulares ou mesmo induzidos.
Assim tem sido e provavelmente ainda o será por muito tempo.
Nas eleições deste ano, conseguimos chegar a um quadro inusitado. O de estarmos diante de candidatos em que não conseguimos nem mesmo depositar nossas esperanças, embora milhões já estejam dispostos a fazer esse depósito de confiabilidade. E para descomplicar bastante esse quadro, nada que um excelente trabalho de marketing e uma boa soma de dinheiro de campanha não resolva. O poder do marketing é verdadeiramente fantástico.
Com o trabalho dos especialistas “marqueteiros”, as imagens dos candidatos se tornam outras. Eles se fazem sorridentes, amáveis, pessoas extremamente humanas e sensíveis, seus cabelos, roupas e posturas se transformam. A velha fórmula, dos beijos e abraços distribuídos entre pessoas do povo, se eterniza. Os discursos proferidos, as respostas dadas em entrevistas, sempre conseguem esconder muitas vezes o desconhecimento sobre determinadas problemáticas do Brasil. Tudo isso orientado impecavelmente, de acordo com o que a platéia ouvinte vai querer ouvir. Enfim, com toda essa parafernália, pode ser que os políticos eleitos para os cargos não sejam sempre os melhores, mas, em contrapartida, o Marketing realizado no Brasil cada vez se aprimora mais.
Mas, o que fazer? É o sistema em que estamos mergulhados. Na essência, eleger o Presidente da República é o mesmo que a eleição do síndico de um condomínio. Ou seja, escolher alguém que vai trabalhar com o nosso dinheiro e que terá diante de si uma série de responsabilidades para dar conta e agir com isenção. A grande e certamente imensa diferença é a de que um síndico terá diante de si, 8, 12, 24, 36 ou mais apartamentos ou casas com problemas infinitamente menores para solução. E mesmo assim acaba sendo aquela loucura que muita gente sabe, especialmente as pessoas que moram em condomínios.
Então, no caso de se escolher um Presidente de um país não se precisa dizer mais nada. Se os eleitores que têm um nível de instrução, educação e conhecimentos sobre a vida, já sentem um grau de dificuldade na escolha de um nome, imaginem então os milhões e milhões de brasileiros espalhados por aí, nos mais longínquos rincões deste país! Engano, para esses milhões o grau de dificuldade deve ser nulo. Para esses deve ser infinitamente mais fácil se livrarem do “problema”, digamos assim. Acabam mesmo votando com firmeza, com a convicção resultante de tudo isso.
Após muitos anos de observação desse vaivém de políticos (e quase sempre os mesmos) na ocupação de cargos que envolvem os destinos nacionais, dá para se arriscar a afirmativa de que tudo isso faz parte de um processo onde a falta de educação imperou por anos e anos. E, como alguns sabem, dessa pobreza educacional talvez proposital, tornou-se cada vez mais difícil o ato de se escolher verdadeiros trabalhadores pelo futuro do Brasil. Outras escolhas também ser tornaram complicadas e até mesmo desastradas, face à ignorância reinante. Querer achar os culpados disso fica muitíssimo difícil. E também não vai adiantar nada. Talvez ainda seja melhor a participação de cada um no acompanhamento do processo eleitoral, desde sua origem até onde ele culmina. E por que não dizer também que se faça um máximo de esforço para analisar atentamente o que é dito durante a propaganda no horário eleitoral gratuito. Atenção às palavras e às imagens sempre amáveis e sorridentes dos vários candidatos. Acabará sendo um exercício divertido e nessa diversão a gente conseguirá enxergar muitas coisas úteis para o nosso futuro político. Podem crer. Se não resultar em nada, a assistência ao programa pelo menos provocará algumas boas risadas. E do jeito que as coisas estão ou vão, o melhor mesmo é rir. E que venha qualquer um que o povo quiser escolher. É provável que não ocorram sensíveis diferenças.
Há muitos outros fatos, atualmente, rolando pelo país. Num país de dimensões tamanhas como as do Brasil, há sempre uma gama imensa de assuntos e isto não poderia ser diferente. Ainda mais quando persistem as diferenças abissais entre as diversas camadas sociais que formam o povo brasileiro. Todavia, sem dúvida alguma, o assunto agora mais importante é a eleição para Presidente da República. A renovação da cadeira principal do Palácio do Planalto a partir de janeiro de 2011.
Assim, talvez custe apenas um pequeno esforço para superar o enjôo, o prestar um mínimo de atenção ao que é dito pelos diversos candidatos nesse espaço não muito aplaudido. Pode ser uma experiência interessante. Nos meandros daquela propaganda e do marketing ali embutido, poderemos descobrir e ver coisas que até então nossas mentes não conseguiam captar. Claro, não deixa de ser um exercício um tanto enfadonho e, quiçá, sonolento. Pelo menos em seu início.
Porém, com três minutos de assistência no mínimo, tanto o enfado como o sono, podem desaparecer. Como foi dito acima, é só prestar um mínimo de atenção a certos detalhes, à linguagem dos candidatos, ao que é dito ou prometido. E, se pudermos gravar determinadas afirmativas dos candidatos, poderá ser muito interessante no futuro, para importantes comparações ao que estará sendo executado pelos candidatos eleitos.
Há anos que a forma das campanhas eleitorais no Brasil vão se mantendo mais ou menos do mesmo jeito, mesmo com algumas modificações introduzidas pela legislação que regula o tema. Isso se torna mais evidente quando se trata das eleições e campanhas para Presidente da República. Há sempre um candidato indicado pelo partido que naquele momento está na situação, outro que vem pela oposição e um terceiro apontado por outro partido, que, na verdade, este todo mundo sabe que não irá à parte alguma, a não ser ficar um pouco mais evidente no cenário nacional. E, de repente, muito mais que de repente do que a gente possa prever, surgem outros candidatos, que, pelas regras estabelecidas para o processo da campanha eleitoral, fazem pequenas aparições relâmpagos onde pregam suas idéias no deserto da nossa ignorância quase que total sobre o tema eleições.
Resumindo, sobram ao final apenas dois candidatos, o da situação e o da oposição, evidentemente cobras mais do que criadas na esfera política. Na verdade, o eleitor brasileiro acaba votando por um verdadeiro processo de indução. E, claro, elege. Elege aquele que é o melhor. Melhor fruto de um bom processo de marketing. Elege porque é obrigado a ir votar. Elege porque ouve previamente que deve exercer o direito da cidadania, como se cidadania fosse simplesmente o ato de eleger alguém para cargo tão importante. E elege porque, vota para não “perder” o voto, de acordo com os seus conceitos particulares ou mesmo induzidos.
Assim tem sido e provavelmente ainda o será por muito tempo.
Nas eleições deste ano, conseguimos chegar a um quadro inusitado. O de estarmos diante de candidatos em que não conseguimos nem mesmo depositar nossas esperanças, embora milhões já estejam dispostos a fazer esse depósito de confiabilidade. E para descomplicar bastante esse quadro, nada que um excelente trabalho de marketing e uma boa soma de dinheiro de campanha não resolva. O poder do marketing é verdadeiramente fantástico.
Com o trabalho dos especialistas “marqueteiros”, as imagens dos candidatos se tornam outras. Eles se fazem sorridentes, amáveis, pessoas extremamente humanas e sensíveis, seus cabelos, roupas e posturas se transformam. A velha fórmula, dos beijos e abraços distribuídos entre pessoas do povo, se eterniza. Os discursos proferidos, as respostas dadas em entrevistas, sempre conseguem esconder muitas vezes o desconhecimento sobre determinadas problemáticas do Brasil. Tudo isso orientado impecavelmente, de acordo com o que a platéia ouvinte vai querer ouvir. Enfim, com toda essa parafernália, pode ser que os políticos eleitos para os cargos não sejam sempre os melhores, mas, em contrapartida, o Marketing realizado no Brasil cada vez se aprimora mais.
Mas, o que fazer? É o sistema em que estamos mergulhados. Na essência, eleger o Presidente da República é o mesmo que a eleição do síndico de um condomínio. Ou seja, escolher alguém que vai trabalhar com o nosso dinheiro e que terá diante de si uma série de responsabilidades para dar conta e agir com isenção. A grande e certamente imensa diferença é a de que um síndico terá diante de si, 8, 12, 24, 36 ou mais apartamentos ou casas com problemas infinitamente menores para solução. E mesmo assim acaba sendo aquela loucura que muita gente sabe, especialmente as pessoas que moram em condomínios.
Então, no caso de se escolher um Presidente de um país não se precisa dizer mais nada. Se os eleitores que têm um nível de instrução, educação e conhecimentos sobre a vida, já sentem um grau de dificuldade na escolha de um nome, imaginem então os milhões e milhões de brasileiros espalhados por aí, nos mais longínquos rincões deste país! Engano, para esses milhões o grau de dificuldade deve ser nulo. Para esses deve ser infinitamente mais fácil se livrarem do “problema”, digamos assim. Acabam mesmo votando com firmeza, com a convicção resultante de tudo isso.
Após muitos anos de observação desse vaivém de políticos (e quase sempre os mesmos) na ocupação de cargos que envolvem os destinos nacionais, dá para se arriscar a afirmativa de que tudo isso faz parte de um processo onde a falta de educação imperou por anos e anos. E, como alguns sabem, dessa pobreza educacional talvez proposital, tornou-se cada vez mais difícil o ato de se escolher verdadeiros trabalhadores pelo futuro do Brasil. Outras escolhas também ser tornaram complicadas e até mesmo desastradas, face à ignorância reinante. Querer achar os culpados disso fica muitíssimo difícil. E também não vai adiantar nada. Talvez ainda seja melhor a participação de cada um no acompanhamento do processo eleitoral, desde sua origem até onde ele culmina. E por que não dizer também que se faça um máximo de esforço para analisar atentamente o que é dito durante a propaganda no horário eleitoral gratuito. Atenção às palavras e às imagens sempre amáveis e sorridentes dos vários candidatos. Acabará sendo um exercício divertido e nessa diversão a gente conseguirá enxergar muitas coisas úteis para o nosso futuro político. Podem crer. Se não resultar em nada, a assistência ao programa pelo menos provocará algumas boas risadas. E do jeito que as coisas estão ou vão, o melhor mesmo é rir. E que venha qualquer um que o povo quiser escolher. É provável que não ocorram sensíveis diferenças.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Sonho do trem bala ou pesadelo de uma bala perdida
Nos últimos dias temos escutado notícias sobre a reativação do projeto do “trem bala”, o de alta velocidade entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Trata-se, não restam dúvidas, de um sonho acalentado há muitos anos por alguns políticos e autoridades deste país. Um sonho que vai e que vem se perdendo na esteira do tempo. Há muito tempo. Um sonho que, recentemente, foi cantado em prosa e verso por autoridades de Brasília, numa adaptação para a ligação entre a capital federal e Goiânia, capital de Goiás.
Afinal, o Japão possui o seu trem bala há muitos anos, o mesmo acontecendo na França com o seu TGV e alguns outros países da Europa que já desenvolveram esse tipo de transporte moderno (para nós) e verdadeiramente confortável. E cada vez que o sonho volta à baila, lá se vai uma missão brasileira para o Japão ou para a França, em busca dos subsídios técnicos que permitam seu desenvolvimento no Brasil. E, voltando essa missão, nada acontece, até que uma nova missão parta em busca do sonho novamente.
Pensando bem, não deveria acontecer tão cedo essa implantação do batizado “trem bala” por aqui. E por quê? Porque certamente temos outros problemas mais importantes a desenvolver dentro da realidade brasileira. E não somente na área dos transportes públicos, onde os investimentos do setor são em geral elevadíssimos face às dimensões continentais do nosso País. E, por conta disso, por que não pegar esse maciço investimento previsto para o trem bala e aplicá-lo na segurança pública brasileira, por exemplo, tão desprovida atualmente de meios para uma ação eficaz. Nessa segurança em que o pesadelo das balas perdidas tem sido constante ameaça para a população de várias cidades, especialmente as que lutam no dia a dia pela redução da criminalidade ocasionada pelo tráfico das drogas.
Ou seja, pelo que ouvimos e vemos em nosso noticiário nacional, por toda a mídia brasileira, esse pesadelo das balas perdidas é uma realidade que se torna veloz na produção de tragédias do cotidiano. A realização de um projeto como o do trem bala seria somente a vitória de alguns por ver o sonho concretizado. E mais um sonho apenas do “faz de conta” que aqui somos um país de grande desenvolvimento, numa óbvia ilusão de pé de igualdade com o Japão ou com a França talvez. E um sonho num Brasil que não desenvolveu a tradição do transporte ferroviário, nem de cargas e muito menos de passageiros. É bom ressaltar que, nos países onde o trem de alta velocidade existe e de longa data, também há bem desenvolvido o transporte ferroviário geral. E em especial o de passageiros de longa distância.
Não termos aqui desenvolvido ferrovias, é uma história longa que remonta aos tempos dos coronéis das fazendas ainda à época do império brasileiro. Optamos sempre pelo transporte rodoviário em grande percentual do transporte de cargas e praticamente em todo o executado para passageiros pelo país. E isto também teve suas razões políticas. Os governos sempre falaram dos altos investimentos no setor ferrovias. Todavia, estando elas prontas para o tráfego, o seu custo de manutenção seria muito mais barato do que manter rodovias em perfeito estado de conservação. Isso, perfeito estado de conservação, outro grande problema para os governos.
Com isso, surgiram as questões que sabemos. Fretes rodoviários caros e produtos finais caros para o consumidor, que, aliás, sempre pagou todas as contas. Poucas e precárias ferrovias (hoje um pouco melhores talvez pelas concessões que foram feitas à iniciativa privada), decorrentes dos antigos traçados, poucos quilômetros de malha ferroviária se comparada com a extensão da malha rodoviária brasileira. Bem, mas nada disto agora vem mais ao caso. O que importa é que ainda somos e o seremos por muitos anos (na melhor das hipóteses) um Brasil essencialmente rodoviário, que consome pneus, gasolina, diesel, asfalto, etc, cujas estradas são difíceis de se manterem conservadas, porque também exigem grandes somas de dinheiro por quilômetro.
Resumindo, se o projeto do trem bala entre Rio e São Paulo for um dia concretizado, esse trem irá cruzar a 300 km por hora apenas cerca de 400 km que separam as duas cidades. Será que realizar esse sonho compensa o sacrifício do pagamento dessa conta? A previsão inicial é de gastos de quase R$ 35 bilhões. Embora haja sido noticiado que o edital de licitação para a execução do projeto sairia este ano, o site da Agência Nacional de Transportes Terrestres não informa nada ainda, ou pelo menos o assunto não está tão explícito assim.
Se existirá essa ligação ferroviária veloz entre as aquelas duas importantes cidades brasileiras, só o tempo poderá dizer ou o noticiário quando do início da realização do sonho, ou melhor, das obras. Nesse meio tempo tudo indica que as ações governamentais estarão voltadas para as obras de melhorias de infraestrutura nacional visando à Copa do Mundo no Brasil em 2014, melhorias que previam também a execução do projeto do trem bala. Enquanto isto não acontece, talvez seja melhor que nos preocupemos em escolher autoridades que tenham mais sintonia com a realidade brasileira, das primordiais necessidades de educação, por exemplo, que acabarão nos conduzindo sempre a uma melhor qualidade de vida. E que assim seja pelo menos para nossos netos ou bisnetos. Porque para nós, os que já estamos freqüentando essa vida brasileira há algum tempo, muitos pesadelos ainda irão continuar, tais como os causados por uma simples e mortal bala perdida. Afora os demais pesadelos, que alguns teimam em transformar quase em sonhos, talvez para nos acalmar um pouco.
Afinal, o Japão possui o seu trem bala há muitos anos, o mesmo acontecendo na França com o seu TGV e alguns outros países da Europa que já desenvolveram esse tipo de transporte moderno (para nós) e verdadeiramente confortável. E cada vez que o sonho volta à baila, lá se vai uma missão brasileira para o Japão ou para a França, em busca dos subsídios técnicos que permitam seu desenvolvimento no Brasil. E, voltando essa missão, nada acontece, até que uma nova missão parta em busca do sonho novamente.
Pensando bem, não deveria acontecer tão cedo essa implantação do batizado “trem bala” por aqui. E por quê? Porque certamente temos outros problemas mais importantes a desenvolver dentro da realidade brasileira. E não somente na área dos transportes públicos, onde os investimentos do setor são em geral elevadíssimos face às dimensões continentais do nosso País. E, por conta disso, por que não pegar esse maciço investimento previsto para o trem bala e aplicá-lo na segurança pública brasileira, por exemplo, tão desprovida atualmente de meios para uma ação eficaz. Nessa segurança em que o pesadelo das balas perdidas tem sido constante ameaça para a população de várias cidades, especialmente as que lutam no dia a dia pela redução da criminalidade ocasionada pelo tráfico das drogas.
Ou seja, pelo que ouvimos e vemos em nosso noticiário nacional, por toda a mídia brasileira, esse pesadelo das balas perdidas é uma realidade que se torna veloz na produção de tragédias do cotidiano. A realização de um projeto como o do trem bala seria somente a vitória de alguns por ver o sonho concretizado. E mais um sonho apenas do “faz de conta” que aqui somos um país de grande desenvolvimento, numa óbvia ilusão de pé de igualdade com o Japão ou com a França talvez. E um sonho num Brasil que não desenvolveu a tradição do transporte ferroviário, nem de cargas e muito menos de passageiros. É bom ressaltar que, nos países onde o trem de alta velocidade existe e de longa data, também há bem desenvolvido o transporte ferroviário geral. E em especial o de passageiros de longa distância.
Não termos aqui desenvolvido ferrovias, é uma história longa que remonta aos tempos dos coronéis das fazendas ainda à época do império brasileiro. Optamos sempre pelo transporte rodoviário em grande percentual do transporte de cargas e praticamente em todo o executado para passageiros pelo país. E isto também teve suas razões políticas. Os governos sempre falaram dos altos investimentos no setor ferrovias. Todavia, estando elas prontas para o tráfego, o seu custo de manutenção seria muito mais barato do que manter rodovias em perfeito estado de conservação. Isso, perfeito estado de conservação, outro grande problema para os governos.
Com isso, surgiram as questões que sabemos. Fretes rodoviários caros e produtos finais caros para o consumidor, que, aliás, sempre pagou todas as contas. Poucas e precárias ferrovias (hoje um pouco melhores talvez pelas concessões que foram feitas à iniciativa privada), decorrentes dos antigos traçados, poucos quilômetros de malha ferroviária se comparada com a extensão da malha rodoviária brasileira. Bem, mas nada disto agora vem mais ao caso. O que importa é que ainda somos e o seremos por muitos anos (na melhor das hipóteses) um Brasil essencialmente rodoviário, que consome pneus, gasolina, diesel, asfalto, etc, cujas estradas são difíceis de se manterem conservadas, porque também exigem grandes somas de dinheiro por quilômetro.
Resumindo, se o projeto do trem bala entre Rio e São Paulo for um dia concretizado, esse trem irá cruzar a 300 km por hora apenas cerca de 400 km que separam as duas cidades. Será que realizar esse sonho compensa o sacrifício do pagamento dessa conta? A previsão inicial é de gastos de quase R$ 35 bilhões. Embora haja sido noticiado que o edital de licitação para a execução do projeto sairia este ano, o site da Agência Nacional de Transportes Terrestres não informa nada ainda, ou pelo menos o assunto não está tão explícito assim.
Se existirá essa ligação ferroviária veloz entre as aquelas duas importantes cidades brasileiras, só o tempo poderá dizer ou o noticiário quando do início da realização do sonho, ou melhor, das obras. Nesse meio tempo tudo indica que as ações governamentais estarão voltadas para as obras de melhorias de infraestrutura nacional visando à Copa do Mundo no Brasil em 2014, melhorias que previam também a execução do projeto do trem bala. Enquanto isto não acontece, talvez seja melhor que nos preocupemos em escolher autoridades que tenham mais sintonia com a realidade brasileira, das primordiais necessidades de educação, por exemplo, que acabarão nos conduzindo sempre a uma melhor qualidade de vida. E que assim seja pelo menos para nossos netos ou bisnetos. Porque para nós, os que já estamos freqüentando essa vida brasileira há algum tempo, muitos pesadelos ainda irão continuar, tais como os causados por uma simples e mortal bala perdida. Afora os demais pesadelos, que alguns teimam em transformar quase em sonhos, talvez para nos acalmar um pouco.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Cuspindo no prato que se come
As transformações pelo mundo afora estão evidentes. E rápidas. De todos os tipos, culturais, sociais, tecnológicas, científicas e, porque não, as da natureza, que obedecem, sobretudo, às leis universais tão distantes dos Homens com suas inúmeras leis terrenas. Sempre ouvimos dizer que cada coisa tem a sua época e isto é uma verdade, “doa a quem doer”, como disse certa vez uma autoridade deste País. Ou seja, nascemos numa época e, logo em seguida, tudo começa a ficar diferente daquilo que nos acostumamos a ouvir e ver quando chegamos por aqui. São as transformações permanentes, que temos de encarar mesmo que não as aceitemos, quando algumas delas modificam os melhores valores que até então consideramos para a vida. Todo ser que viver muito vai passar por essa experiência.
Como dizem os espanhóis, “Es lo que hay”, quando isto acontece. Temos assim que conviver com essa transformação cultural, senão ficamos para trás ou vem o sofrimento, que pode amedrontar as pessoas ou fazer com que comecemos a achar a vida uma bosta ou coisa parecida.
E a vida seguramente não é uma bosta. É boa demais, embora dê um tanto de trabalho e planejamento para ser bem vivida. E talvez este pudesse ser o melhor dos trabalhos que poderíamos executar sobre a face da Terra enquanto vivos.
Uma coisa é certa. O Homem só não conseguiu dominar a natureza e tudo indica que nunca irá conseguir. É verdade que a inteligência humana deu rápidos saltos para o progresso da vida humana. Um exemplo? Basta observar a velocidade da comunicação humana, que, mesmo muito rápida hoje se comparada apenas com a do início do século 20 ou do 19, pode ser usada para o bem ou para o mal. Depende então do livre arbítrio de cada um para usá-la. Mas, voltando a falar do domínio do Homem sobre a natureza, é óbvio que isto está fora de cogitação por parte do Universo que nos envolve. Quer dizer, isto não impede que muita gente acredite que será possível isto acontecer.
Das milhões de mudanças gerais, transformações que aconteceram recentemente pelo mundo e das que ainda continuam a acontecer, vamos olhar ligeiramente para o nosso País, no sentido das mudanças climáticas e fenômenos naturais que antes não ocorriam ou, se ocorriam, ninguém ficava sabendo.
Agora, por exemplo, estamos em pleno inverno, que, antes, era uma estação de chuvas permanentes e fracas, aqui e acolá por todo o país. De um frio maior especialmente em regiões altas ou nos Estados do sul. Não cabe aqui analisar se as mudanças foram gradativas ou abruptas. O fato é que hoje, nesse período de inverno, ouvimos todos os dias falar de tempestades violentas que destroem cidades e zonas rurais, tornados, até tornados que antes nunca sabíamos da ocorrência em solo brasileiro. Até então, voltando uns anos no tempo, dizia-se que o Brasil era um país abençoado até pela natureza, um país de clima tropical onde as chuvas mais fortes aconteciam lá pela floresta amazônica. Isoladamente, algumas chuvas pelo Rio de Janeiro ou noutras regiões, faziam encostas de morros deslizarem, causando mortes e destruição. Mas, certamente isso não era pelo clima, porém pelo desmatamento que o ser humano veio causando de norte a sul em nosso território.
Enfim, o Brasil era um “país abençoado por Deus”, o país tropical que na segunda metade do século 20 foi cantado por Wilson Simonal, que, os que ainda vivem, devem se lembrar. Se não lembram é porque tudo acontece rapidamente hoje e são montanhas de acontecimentos que invadem nossas casas diariamente.
Pois bem, esse País certamente não é mais o mesmo em termos de natureza. Até tremores de terra já ocorrem no nordeste, já são sentidos no centro de São Paulo e noutros lugares. Isto porque sempre ouvimos dizer que aqui nunca aconteceriam terremotos. Bem, vamos torcer que eles não venham mesmo.
Estas transformações de cunho natural não são privilégio do Brasil. Estão ocorrendo velozmente pelo mundo afora. E disto nossos senhores políticos não podem ser culpados até certo ponto. Até certo ponto sim e não se fala aqui dos atuais políticos somente, mas de todos, os passados e os presentes, que, nunca cultivaram umas rugas em suas prezadas faces, na produção e execução de medidas preventivas que elevassem a qualidade de vida de todos nós. Será que os do futuro estarão dispostos a cultivar rugas por causas semelhantes? Ou seja, trabalhar de verdade em troca das razões que os conduziram até seus postos?
Voltando às transformações da natureza, a coisa veio caminhando até agora, até noutro dia, quando começamos a perceber que o planeta está se sacudindo, talvez para tirar de cima de si uma cambada de parasitas, seres aparentemente sem cérebro, que nunca pararam para pensar que, num segundo, apenas num segundo, tudo pode acontecer de pior, tudo pode acabar. E que quem manda é a natureza, é o Universo, com seu único e pleno poder infinito. E quando assim concluímos, ficamos com a certeza de que este Homem, também criado pela Natureza, é um ser integrante dela, que pode ser bom na essência, mas que, na sua ambição de poder, de domínio, a suga sem dó nem piedade.
E, como não poderia deixar de ser, o resultado aí está. A poluição geral ambiental em ampla escala, espalhada pelo planeta. Em prol de um progresso intenso, sem medida, que já pode até ser questionado, brotam vazamentos de petróleo pelos mares, oceanos. Há muito já existem meios menos agressivos de se alcançar o progresso da humanidade. Os desmatamentos continuam pelas florestas e, quando se fala nisso, sempre se fala da nossa Amazônia tão cobiçada por muitos olhos estrangeiros pelo que conserva abaixo do seu solo. Isto sem mencionarmos o restante da merda que se faz e se espalha pelo mundo. A internet está aí e basta pesquisar nela própria, para se saber desses muitos horrores, em sites de confiança. Isto porque não dá para se confiar em emails que espalham anexos de terror pelo mundo.
Então, essa é a nossa vida hoje no planeta. A vida de todos os dias. Atual. Aquela que temos de encarar. Tenhamos nós um ano de vida, dez, vinte, cinqüenta, setenta ou cem. É fato que a vida humana está se prolongando. A ciência avançou para isso e talvez para que tenhamos de vivenciar por mais tempo todo esse processo negativo da vida. Sabemos também que há pessoas que não se ligam nisso e somente curtem o lado prazeroso do viver a vida. Bem, isto enquanto a vida humana ainda estiver suportável na face do planeta. Profeta do apocalipse? Não, isto quem viver mais para frente terá, não diria, o prazer de ver os acontecimentos que virão, se não houver um freio nisso tudo. Quem manda é a Natureza, nunca será demais pensar nisso, nem que seja por um minuto. O homem com sua inteligência, consegue ainda controlá-la em parte ou ainda calcular os prejuízos que ela nos causa em sua resposta mais do que justa. Afinal há a lei da física que diz: “a toda ação corresponde outra de mesma intensidade e em sentido contrário”. Por isso, todo cuidado é pouco com essas cusparadas que estamos dando no prato que comemos há séculos.
Como dizem os espanhóis, “Es lo que hay”, quando isto acontece. Temos assim que conviver com essa transformação cultural, senão ficamos para trás ou vem o sofrimento, que pode amedrontar as pessoas ou fazer com que comecemos a achar a vida uma bosta ou coisa parecida.
E a vida seguramente não é uma bosta. É boa demais, embora dê um tanto de trabalho e planejamento para ser bem vivida. E talvez este pudesse ser o melhor dos trabalhos que poderíamos executar sobre a face da Terra enquanto vivos.
Uma coisa é certa. O Homem só não conseguiu dominar a natureza e tudo indica que nunca irá conseguir. É verdade que a inteligência humana deu rápidos saltos para o progresso da vida humana. Um exemplo? Basta observar a velocidade da comunicação humana, que, mesmo muito rápida hoje se comparada apenas com a do início do século 20 ou do 19, pode ser usada para o bem ou para o mal. Depende então do livre arbítrio de cada um para usá-la. Mas, voltando a falar do domínio do Homem sobre a natureza, é óbvio que isto está fora de cogitação por parte do Universo que nos envolve. Quer dizer, isto não impede que muita gente acredite que será possível isto acontecer.
Das milhões de mudanças gerais, transformações que aconteceram recentemente pelo mundo e das que ainda continuam a acontecer, vamos olhar ligeiramente para o nosso País, no sentido das mudanças climáticas e fenômenos naturais que antes não ocorriam ou, se ocorriam, ninguém ficava sabendo.
Agora, por exemplo, estamos em pleno inverno, que, antes, era uma estação de chuvas permanentes e fracas, aqui e acolá por todo o país. De um frio maior especialmente em regiões altas ou nos Estados do sul. Não cabe aqui analisar se as mudanças foram gradativas ou abruptas. O fato é que hoje, nesse período de inverno, ouvimos todos os dias falar de tempestades violentas que destroem cidades e zonas rurais, tornados, até tornados que antes nunca sabíamos da ocorrência em solo brasileiro. Até então, voltando uns anos no tempo, dizia-se que o Brasil era um país abençoado até pela natureza, um país de clima tropical onde as chuvas mais fortes aconteciam lá pela floresta amazônica. Isoladamente, algumas chuvas pelo Rio de Janeiro ou noutras regiões, faziam encostas de morros deslizarem, causando mortes e destruição. Mas, certamente isso não era pelo clima, porém pelo desmatamento que o ser humano veio causando de norte a sul em nosso território.
Enfim, o Brasil era um “país abençoado por Deus”, o país tropical que na segunda metade do século 20 foi cantado por Wilson Simonal, que, os que ainda vivem, devem se lembrar. Se não lembram é porque tudo acontece rapidamente hoje e são montanhas de acontecimentos que invadem nossas casas diariamente.
Pois bem, esse País certamente não é mais o mesmo em termos de natureza. Até tremores de terra já ocorrem no nordeste, já são sentidos no centro de São Paulo e noutros lugares. Isto porque sempre ouvimos dizer que aqui nunca aconteceriam terremotos. Bem, vamos torcer que eles não venham mesmo.
Estas transformações de cunho natural não são privilégio do Brasil. Estão ocorrendo velozmente pelo mundo afora. E disto nossos senhores políticos não podem ser culpados até certo ponto. Até certo ponto sim e não se fala aqui dos atuais políticos somente, mas de todos, os passados e os presentes, que, nunca cultivaram umas rugas em suas prezadas faces, na produção e execução de medidas preventivas que elevassem a qualidade de vida de todos nós. Será que os do futuro estarão dispostos a cultivar rugas por causas semelhantes? Ou seja, trabalhar de verdade em troca das razões que os conduziram até seus postos?
Voltando às transformações da natureza, a coisa veio caminhando até agora, até noutro dia, quando começamos a perceber que o planeta está se sacudindo, talvez para tirar de cima de si uma cambada de parasitas, seres aparentemente sem cérebro, que nunca pararam para pensar que, num segundo, apenas num segundo, tudo pode acontecer de pior, tudo pode acabar. E que quem manda é a natureza, é o Universo, com seu único e pleno poder infinito. E quando assim concluímos, ficamos com a certeza de que este Homem, também criado pela Natureza, é um ser integrante dela, que pode ser bom na essência, mas que, na sua ambição de poder, de domínio, a suga sem dó nem piedade.
E, como não poderia deixar de ser, o resultado aí está. A poluição geral ambiental em ampla escala, espalhada pelo planeta. Em prol de um progresso intenso, sem medida, que já pode até ser questionado, brotam vazamentos de petróleo pelos mares, oceanos. Há muito já existem meios menos agressivos de se alcançar o progresso da humanidade. Os desmatamentos continuam pelas florestas e, quando se fala nisso, sempre se fala da nossa Amazônia tão cobiçada por muitos olhos estrangeiros pelo que conserva abaixo do seu solo. Isto sem mencionarmos o restante da merda que se faz e se espalha pelo mundo. A internet está aí e basta pesquisar nela própria, para se saber desses muitos horrores, em sites de confiança. Isto porque não dá para se confiar em emails que espalham anexos de terror pelo mundo.
Então, essa é a nossa vida hoje no planeta. A vida de todos os dias. Atual. Aquela que temos de encarar. Tenhamos nós um ano de vida, dez, vinte, cinqüenta, setenta ou cem. É fato que a vida humana está se prolongando. A ciência avançou para isso e talvez para que tenhamos de vivenciar por mais tempo todo esse processo negativo da vida. Sabemos também que há pessoas que não se ligam nisso e somente curtem o lado prazeroso do viver a vida. Bem, isto enquanto a vida humana ainda estiver suportável na face do planeta. Profeta do apocalipse? Não, isto quem viver mais para frente terá, não diria, o prazer de ver os acontecimentos que virão, se não houver um freio nisso tudo. Quem manda é a Natureza, nunca será demais pensar nisso, nem que seja por um minuto. O homem com sua inteligência, consegue ainda controlá-la em parte ou ainda calcular os prejuízos que ela nos causa em sua resposta mais do que justa. Afinal há a lei da física que diz: “a toda ação corresponde outra de mesma intensidade e em sentido contrário”. Por isso, todo cuidado é pouco com essas cusparadas que estamos dando no prato que comemos há séculos.
A montanha vai crescendo...
Noutro dia foi publicada uma notícia sobre recolhimento de lixo deixado por alpinistas lá no alto do monte Everest, na cordilheira do Himalaia. Esse lixo foi depositado a quase nove mil metros de altitude. Até então, sabíamos de gente que joga lata vazia de cerveja pela janela do carro, em plena rodovia ou em áreas urbanas, que joga papel no chão das ruas ou qualquer outra coisa, ou que tem a coragem e a clara falta de educação de poluir matas ou florestas com a sua “lixarada”.
Onde isto não acontece pelo planeta afora é porque ou existe um fiscal, um guarda até armado para proibir os abusos, ou porque o nível de educação da comunidade é mais elevado. Desde criancinha que as pessoas começaram a entender o que é cidadania.
Mas não vamos falar aqui do Brasil. Não agora, neste texto. Vamos para o alto do Everest. Lá sobem alpinistas do mundo inteiro, no seu intuito de atingir uma incrível meta. De colocar a bandeira do seu país lá no alto e seu nome nos anais desse esporte mundial.
E subindo, chegam lá certamente exaustos, pois não é moleza não alcançar quase nove quilômetros de altitude. È uma glória. Certamente é. Mas, coitado, cansados, eles começam a largar latas vazias de refrigerantes e de outras bebidas pelo chão da montanha. Largam restos de cordas e toda uma sorte de coisas das quais não vão precisar mais. A gente pode imaginar que, descer carregando um saco de lixo montanha abaixo, além das coisas que precisam, deve ser um sacrifício certamente. Mas, então, o que fazer? Ainda bem que não são milhões de alpinistas que se atrevem a escalar o Everest! Desse jeito, dos quase nove quilômetros de altitude, a montanha poderia crescer. E seria assim mais um “fenômeno” provocado pelo homem.
Na escalada ao Everest, segundo a notícia, o lixo vai sendo largado por todo o percurso que vai, claro, até o topo do monte. A sorte é que o gelo derreteu por conta do falado aquecimento do clima e voluntários do Tibet começaram a catar o lixo encontrado. Como lá é muito longe e muito alto, fica difícil contar a história em seus detalhes.
Onde isto não acontece pelo planeta afora é porque ou existe um fiscal, um guarda até armado para proibir os abusos, ou porque o nível de educação da comunidade é mais elevado. Desde criancinha que as pessoas começaram a entender o que é cidadania.
Mas não vamos falar aqui do Brasil. Não agora, neste texto. Vamos para o alto do Everest. Lá sobem alpinistas do mundo inteiro, no seu intuito de atingir uma incrível meta. De colocar a bandeira do seu país lá no alto e seu nome nos anais desse esporte mundial.
E subindo, chegam lá certamente exaustos, pois não é moleza não alcançar quase nove quilômetros de altitude. È uma glória. Certamente é. Mas, coitado, cansados, eles começam a largar latas vazias de refrigerantes e de outras bebidas pelo chão da montanha. Largam restos de cordas e toda uma sorte de coisas das quais não vão precisar mais. A gente pode imaginar que, descer carregando um saco de lixo montanha abaixo, além das coisas que precisam, deve ser um sacrifício certamente. Mas, então, o que fazer? Ainda bem que não são milhões de alpinistas que se atrevem a escalar o Everest! Desse jeito, dos quase nove quilômetros de altitude, a montanha poderia crescer. E seria assim mais um “fenômeno” provocado pelo homem.
Na escalada ao Everest, segundo a notícia, o lixo vai sendo largado por todo o percurso que vai, claro, até o topo do monte. A sorte é que o gelo derreteu por conta do falado aquecimento do clima e voluntários do Tibet começaram a catar o lixo encontrado. Como lá é muito longe e muito alto, fica difícil contar a história em seus detalhes.
Assinar:
Postagens (Atom)