No meio desta semana, veio da Austrália, a notícia de um menino de sete anos, que entrou num zoológico e matou barbaramente treze animais para alimentar um crocodilo, Depois que tudo aconteceu, o pequeno jovem foi contido pela segurança do local. Foi um dia de intensa confusão no tranqüilo parque, que reúne variados bichos, mansos e ferozes, tumultuado apenas pelo ato inconseqüente do pequeno ser humano.
Esse garoto é um espanto. Não vou julgá-lo, nem a seus pais. Deixo isto para a polícia e para a justiça australiana, obviamente. Claro que o guri não vai ser preso, nem lá e nem o seria aqui. Todavia, só quero dizer que o menino talvez reflita o mundo contemporâneo, a modernidade, os efeitos da tecnologia e da má educação geral.
O garoto australiano matou animais em prol de um crocodilo, que certamente ele admira muito pela força dos seus dentes. Não podemos esquecer que por aqui crianças estudantes já vão armadas para as escolas e, se o professor bobear, leva porrada ou cadeirada na cabeça. Talvez, crianças com esse comportamento sejam resultado de uma época, onde a exaltação dos direitos da criança tenha se excedido. Ou de games violentos, aqueles de matar a esmo, presenteados de montão no Dia da Criança e no Natal. Seja o que for, a coisa está ficando feia. Meninada sem limites, tal qual muitos adultos. Desse modo, o mundo pode caminhar para uma especial revisão das leis e quem sabe para a criação de presídios mirins. Quem garante que em 2100 não será assim? Com uma infância extremamente precoce.
O dia a dia de todos nós. Os fatos que ocorrem. O exercício da cidadania. A qualidade das relações humanas. Educação, que gera respeito para que o cidadão exija seus direitos e cumpra seus deveres.
sábado, 4 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Estrangeiros aqui, ali e por lá!
Alguma coisa não está “batendo” direito. Ou estão tratando mesmo com todo o desrespeito, os brasileiros que vão ao exterior, ao chegarem, agora, mais precisamente aos aeroportos de Lisboa e Madri para turismo na Europa, ou então está ocorrendo uma tremenda tentativa de muitos de nossos patrícios, de ganhar a vida lá fora, ficar por lá de vez. Estaria a comunidade européia defendendo-se da invasão?
Se for a primeira hipótese, já passou da hora de nossas autoridades tomarem providências para coibir o abuso. Afinal, a recíproca não é verdadeira. Estrangeiros aqui sempre foram bem tratados, bem recebidos. Atualmente podem ficar amedrontados com a violência de nossas cidades, mas isto é um outro problema brasileiro. Não existe para atingir estrangeiros. O sul do Brasil é um exemplo maior de como fomos e somos receptivos com as colônias estrangeiras que lá existem. Arriscaria dizer que o Brasil é um celeiro para os que vêm de fora. Somos abertos, para não dizer arreganhados. Estrangeiros cuidam dos nossos metrôs, das nossas operadoras de telefonia celular e fixa, instalam-se na Amazônia, candidatam-se a operar praças de pedágio em nossas rodovias, criam organismos internacionais aqui dentro do nosso País. Isto para falar somente um pouquinho dessa grande integração de pessoas de outros países por aqui.
Se as deportações que estão acontecendo são relativas à segunda hipótese, aí a porca torce o rabo. O Brasil não está indo tão bem? Por que esse desejo então de brasileiros quererem morar na Europa? Lavar pratos, lavar chão, sujeitarem-se sempre a serviços de segunda e terceira, sem falar da prostituição, para poderem mandar uma grana para seus familiares viverem melhor aqui? Algo está mesmo errado. Antes, o alvo era os Estados Unidos, até que o cerco apertou por lá. O próprio México exige agora o visto aos brasileiros em acordo com os States. A partir daí parece que o nosso povo passou a enxergar uma outra porta mais perto – Lisboa ou Madri. Seria isso?
Seja qualquer uma das hipóteses acima, parece que estamos precisando reconquistar ou conquistar nossa dignidade. Imaginem, se aqui dentro está difícil e olhamos para o exterior e de lá nos botam para correr! Assim sendo, já passou da hora de fazermos algo e para isso é preciso competência. É necessário que nossos diplomatas coloquem toda a sua diplomacia à mostra. Além de tudo, precisamos ter dignidade dentro e fora do nosso País. Volto a pensar que algo não se encaixa direito. Nossa grande companhia aérea – a Varig, acabou. Ligava o Brasil a inúmeros destinos no mundo. A outra Varig que aí está, podemos dizer que está engatinhando. E comprovamos que uma outra companhia aérea estrangeira, européia, tomou conta de muitos de nossos aeroportos, fazendo vôos diretos para Lisboa e de lá para outras cidades da Europa. O engraçado disso é que estrangeiros estão agora carregando brasileiros para a Europa e quando estes lá chegam, correm o risco de serem deportados para o Brasil. Sem banho, sem reembolso de passagem, humilhados.
Será que a nossa sina será sempre fazer concessões aos estrangeiros, em detrimento de nós próprios? Nada contra os estrangeiros, mas não podemos mais ser idiotas.
Se for a primeira hipótese, já passou da hora de nossas autoridades tomarem providências para coibir o abuso. Afinal, a recíproca não é verdadeira. Estrangeiros aqui sempre foram bem tratados, bem recebidos. Atualmente podem ficar amedrontados com a violência de nossas cidades, mas isto é um outro problema brasileiro. Não existe para atingir estrangeiros. O sul do Brasil é um exemplo maior de como fomos e somos receptivos com as colônias estrangeiras que lá existem. Arriscaria dizer que o Brasil é um celeiro para os que vêm de fora. Somos abertos, para não dizer arreganhados. Estrangeiros cuidam dos nossos metrôs, das nossas operadoras de telefonia celular e fixa, instalam-se na Amazônia, candidatam-se a operar praças de pedágio em nossas rodovias, criam organismos internacionais aqui dentro do nosso País. Isto para falar somente um pouquinho dessa grande integração de pessoas de outros países por aqui.
Se as deportações que estão acontecendo são relativas à segunda hipótese, aí a porca torce o rabo. O Brasil não está indo tão bem? Por que esse desejo então de brasileiros quererem morar na Europa? Lavar pratos, lavar chão, sujeitarem-se sempre a serviços de segunda e terceira, sem falar da prostituição, para poderem mandar uma grana para seus familiares viverem melhor aqui? Algo está mesmo errado. Antes, o alvo era os Estados Unidos, até que o cerco apertou por lá. O próprio México exige agora o visto aos brasileiros em acordo com os States. A partir daí parece que o nosso povo passou a enxergar uma outra porta mais perto – Lisboa ou Madri. Seria isso?
Seja qualquer uma das hipóteses acima, parece que estamos precisando reconquistar ou conquistar nossa dignidade. Imaginem, se aqui dentro está difícil e olhamos para o exterior e de lá nos botam para correr! Assim sendo, já passou da hora de fazermos algo e para isso é preciso competência. É necessário que nossos diplomatas coloquem toda a sua diplomacia à mostra. Além de tudo, precisamos ter dignidade dentro e fora do nosso País. Volto a pensar que algo não se encaixa direito. Nossa grande companhia aérea – a Varig, acabou. Ligava o Brasil a inúmeros destinos no mundo. A outra Varig que aí está, podemos dizer que está engatinhando. E comprovamos que uma outra companhia aérea estrangeira, européia, tomou conta de muitos de nossos aeroportos, fazendo vôos diretos para Lisboa e de lá para outras cidades da Europa. O engraçado disso é que estrangeiros estão agora carregando brasileiros para a Europa e quando estes lá chegam, correm o risco de serem deportados para o Brasil. Sem banho, sem reembolso de passagem, humilhados.
Será que a nossa sina será sempre fazer concessões aos estrangeiros, em detrimento de nós próprios? Nada contra os estrangeiros, mas não podemos mais ser idiotas.
domingo, 28 de setembro de 2008
Doces, de ontem e de hoje
Ontem, 27 de setembro, foi o dia de Cosme e Damião. Alguém lembra disso? Talvez o pessoal mais maduro lembre. Possivelmente os adeptos da umbanda devem lembrar. O dia dos santos que eram crianças. Mas, não quero falar de religiosidade, de santos. Quero falar apenas de crianças. As de carne e osso.
Volto ao meu tempo de menino no Rio de Janeiro. Naquela época, pouco mais de cinqüenta anos passados, o dia 27 de setembro era aguardado pela meninada, pelo menos aquela que vivia nos subúrbios cariocas, com uma certa expectativa, talvez até uma certa ansiedade. Era o dia de comer doces. Cocadas, pés de moleque, balas, bombons, bolos, balas e toda a sorte de guloseimas. Muita gente “dava” doces nesse dia. Meninos e meninas, após a volta da escola, ficavam de olho nas casas da vizinhança, esperando um sinal da dona da casa, de que estava na hora de distribuir os saquinhos cheios daquelas coisas boas. Alguns nem almoçavam, outros não queriam ir à escola. Algumas casas, a fim de garantir a boa ordem na distribuição dos doces, espalhavam em dias anteriores, pelas redondezas, um cartãozinho com o local e hora da entrega esperada.
Na verdade, naquela época, o dia 27 de setembro superava o Dia da Criança, comemorado em 12 de outubro, mas que não tinha a intensidade da comemoração que tem hoje. O negócio bom era a distribuição farta de doces de graça. Adultos nessa ocasião pagavam promessas feitas aos dois santos e a forma era “agradar” as crianças. Mas, a garotada não sabia disso de fato. Poucos sabiam e entendiam. A maioria queria somente os doces e a diversão. Poderíamos dizer que era uma data no calendário. Pelo menos no do Rio de Janeiro.
No entanto, como o tempo passa e tudo muda, hoje em dia creio que os meninos não sabem que isso um dia aconteceu. Creio que hoje esperam mesmo o Dia das Crianças para ganhar presentes que vêm nos anúncios da televisão e nos shoppings. Do que já pude observar, ganham hoje presentes de modo mecânico em sua maioria. Os menos favorecidos provavelmente acabam frustrados. Talvez alguns poucos sintam aquela verdadeira e inocente alegria por receber algo tão esperado para brincar.
O 27 de setembro só movia o comércio dos doces. O dos brinquedos ficava chupando os dedos. Alguns gatos pingados abonados compravam brinquedos por conta do 12 de outubro. Voltando a essa época dos doces distribuídos, uma coisa que me marcou muito foi ver que a carência sempre foi uma tônica em nossas populações menos favorecidas. Lembro-me que muitas mães vinham de longe, armadas de grandes sacolas, junto com seus filhos em busca das casas que estavam distribuindo aquela fartura de doces. Havia uma verdadeira disputa para ver quem conseguia obter mais saquinhos. Pode ser que tenha sido aí que essa festa, essa alegria para as crianças, tenha começado a acabar. Os que distribuíam doces, talvez com medo de acontecer uma tremenda luta por doces, começaram a desistir e passaram certamente a fazer outros tipos de promessas. E o comércio dos brinquedos certamente agradeceu.
De qualquer modo foi um tempo que ficou na lembrança. Na essência, uma boa lembrança. Não se ouvia falar de tantas crianças que cheirassem cola, usassem drogas, portassem armas ou metessem a porrada em professores em salas de aula. A população era menor e o respeito era mais considerado. Passados os anos, surgiram novas idéias, muita gente nasceu, organizações ditaram novas regras, o mundo globalizou e...Bem, Cosme e Damião desapareceram. Se eram santos e ainda o são, devem estar no céu, bem quietinhos. Tem gente que ainda garante que eles continuam protegendo as criancinhas de hoje. Tomara. Só que dois não bastam. Se for o caso, vamos precisar de um batalhão de meninos santos. Que desçam do céu então!
Volto ao meu tempo de menino no Rio de Janeiro. Naquela época, pouco mais de cinqüenta anos passados, o dia 27 de setembro era aguardado pela meninada, pelo menos aquela que vivia nos subúrbios cariocas, com uma certa expectativa, talvez até uma certa ansiedade. Era o dia de comer doces. Cocadas, pés de moleque, balas, bombons, bolos, balas e toda a sorte de guloseimas. Muita gente “dava” doces nesse dia. Meninos e meninas, após a volta da escola, ficavam de olho nas casas da vizinhança, esperando um sinal da dona da casa, de que estava na hora de distribuir os saquinhos cheios daquelas coisas boas. Alguns nem almoçavam, outros não queriam ir à escola. Algumas casas, a fim de garantir a boa ordem na distribuição dos doces, espalhavam em dias anteriores, pelas redondezas, um cartãozinho com o local e hora da entrega esperada.
Na verdade, naquela época, o dia 27 de setembro superava o Dia da Criança, comemorado em 12 de outubro, mas que não tinha a intensidade da comemoração que tem hoje. O negócio bom era a distribuição farta de doces de graça. Adultos nessa ocasião pagavam promessas feitas aos dois santos e a forma era “agradar” as crianças. Mas, a garotada não sabia disso de fato. Poucos sabiam e entendiam. A maioria queria somente os doces e a diversão. Poderíamos dizer que era uma data no calendário. Pelo menos no do Rio de Janeiro.
No entanto, como o tempo passa e tudo muda, hoje em dia creio que os meninos não sabem que isso um dia aconteceu. Creio que hoje esperam mesmo o Dia das Crianças para ganhar presentes que vêm nos anúncios da televisão e nos shoppings. Do que já pude observar, ganham hoje presentes de modo mecânico em sua maioria. Os menos favorecidos provavelmente acabam frustrados. Talvez alguns poucos sintam aquela verdadeira e inocente alegria por receber algo tão esperado para brincar.
O 27 de setembro só movia o comércio dos doces. O dos brinquedos ficava chupando os dedos. Alguns gatos pingados abonados compravam brinquedos por conta do 12 de outubro. Voltando a essa época dos doces distribuídos, uma coisa que me marcou muito foi ver que a carência sempre foi uma tônica em nossas populações menos favorecidas. Lembro-me que muitas mães vinham de longe, armadas de grandes sacolas, junto com seus filhos em busca das casas que estavam distribuindo aquela fartura de doces. Havia uma verdadeira disputa para ver quem conseguia obter mais saquinhos. Pode ser que tenha sido aí que essa festa, essa alegria para as crianças, tenha começado a acabar. Os que distribuíam doces, talvez com medo de acontecer uma tremenda luta por doces, começaram a desistir e passaram certamente a fazer outros tipos de promessas. E o comércio dos brinquedos certamente agradeceu.
De qualquer modo foi um tempo que ficou na lembrança. Na essência, uma boa lembrança. Não se ouvia falar de tantas crianças que cheirassem cola, usassem drogas, portassem armas ou metessem a porrada em professores em salas de aula. A população era menor e o respeito era mais considerado. Passados os anos, surgiram novas idéias, muita gente nasceu, organizações ditaram novas regras, o mundo globalizou e...Bem, Cosme e Damião desapareceram. Se eram santos e ainda o são, devem estar no céu, bem quietinhos. Tem gente que ainda garante que eles continuam protegendo as criancinhas de hoje. Tomara. Só que dois não bastam. Se for o caso, vamos precisar de um batalhão de meninos santos. Que desçam do céu então!
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Obrigado e cuidado para os ursos não te lamberem
Hoje somente vou agradecer. Dizer OBRIGADO a quem se dá ao trabalho de vir até este espaço e ler o que escrevo a título de refletir um pouquinho sobre a vida. Gostaria que as pessoas colocassem mais suas opiniões ou reflexões sobre o que quisessem, mas reconheço que não é muito fácil esse processo.
Não abordo assuntos ou faço determinadas colocações porque sou uma pessoa “certinha” ou “boazinha”. Aliás, odeio esses títulos. São verdadeiros tiros de misericórdia. É melhor um bom xingamento. Como eu mesmo faço em algumas ocasiões.
Sempre gostei de questionar algumas coisas. Talvez herança de meu pai. Provavelmente porque sou jornalista. Aceitar tudo como vaquinha de presépio nunca foi comigo. Alguns temas me fascinam e me envolvem. Até pisei um pouco no freio por conta de conselhos de alguns bons amigos. Afinal, por que enfartar, não é mesmo, se quem nasceu para encher o saco dos outros vai continuar enchendo até o final de tudo? Por outro lado, creio também que não podemos ficar com mordaça na boca. Não vim a este mundo somente para me divertir. Tenho certeza. E o trabalho não precisa ser grandioso, desses que se colocam placas com nomes.
Creio também que não vou mudar e que não vou conseguir mudar nada. Apenas idéias, trocadas, assimiladas e digeridas, é que podem formar uma nova consciência em qualquer grupo. É um trabalho conjunto. O mundo hoje, digamos, está um pouco “confuso”, para não dizer outra coisa que possa parecer pior. Por isso, reafirmo, mudanças para melhor não dependem de um ou dois, dependem de todos nós juntos. Que nem resultado de eleição. O problema é que é muita gente para reunir e unir.
Olhando para trás, não posso deixar de me lembrar de pensamentos dos grandes pensadores e escritores que passaram por este mundo. Exemplifico citando Platão, Sócrates, Aristóteles, para não falar de uma imensa lista. No Brasil, grandes escritores deixaram seus pensamentos. Ocorre-me a figura de Mário Quintana. As gerações mais antigas tiveram mais contato com esses nomes. Não sei dizer se os jovens hoje já ouviram pelo menos esses nomes. Converso com muitos jovens e ainda não os ouvi falar a respeito. Não sei se fico com pena ou se é aquela história do “novo que sempre vem”. Bem, cada um é cada um e vamos respeitar. Em todo caso, deixarei abaixo algumas citações interessantes desses autores. Um bom dia a todos, obrigado e tudo de bom por essa vida. Falando sério, tão curta e rapidinha. Até que poderia ser um pouquinho mais longa...Apesar dos pesares, é muito bom viver. Uma verdadeira viagem que pode ser muito legal!
Frases de grandes pensadores:
A vida que não passamos em revista, sem reflexão, não vale a pena viver. (Sócrates)
Só quem entende a beleza do perdão, pode julgar seus semelhantes. (Sócrates)
Pessoas normais falam sobre coisas, pessoas inteligentes falam sobre idéias, pessoas mesquinhas falam sobre pessoas. (Platão)
Se você anda repetindo muito “eu preciso tanto de você” ou “você é a razão da minha vida, cuide-se. (Aristóteles)
A Arte de Ser Bom
Sê bom. Mas ao coração prudência e cautela ajunta. Quem todo de mel se unta, os ursos o lamberão. (Mário Quintana)
Não abordo assuntos ou faço determinadas colocações porque sou uma pessoa “certinha” ou “boazinha”. Aliás, odeio esses títulos. São verdadeiros tiros de misericórdia. É melhor um bom xingamento. Como eu mesmo faço em algumas ocasiões.
Sempre gostei de questionar algumas coisas. Talvez herança de meu pai. Provavelmente porque sou jornalista. Aceitar tudo como vaquinha de presépio nunca foi comigo. Alguns temas me fascinam e me envolvem. Até pisei um pouco no freio por conta de conselhos de alguns bons amigos. Afinal, por que enfartar, não é mesmo, se quem nasceu para encher o saco dos outros vai continuar enchendo até o final de tudo? Por outro lado, creio também que não podemos ficar com mordaça na boca. Não vim a este mundo somente para me divertir. Tenho certeza. E o trabalho não precisa ser grandioso, desses que se colocam placas com nomes.
Creio também que não vou mudar e que não vou conseguir mudar nada. Apenas idéias, trocadas, assimiladas e digeridas, é que podem formar uma nova consciência em qualquer grupo. É um trabalho conjunto. O mundo hoje, digamos, está um pouco “confuso”, para não dizer outra coisa que possa parecer pior. Por isso, reafirmo, mudanças para melhor não dependem de um ou dois, dependem de todos nós juntos. Que nem resultado de eleição. O problema é que é muita gente para reunir e unir.
Olhando para trás, não posso deixar de me lembrar de pensamentos dos grandes pensadores e escritores que passaram por este mundo. Exemplifico citando Platão, Sócrates, Aristóteles, para não falar de uma imensa lista. No Brasil, grandes escritores deixaram seus pensamentos. Ocorre-me a figura de Mário Quintana. As gerações mais antigas tiveram mais contato com esses nomes. Não sei dizer se os jovens hoje já ouviram pelo menos esses nomes. Converso com muitos jovens e ainda não os ouvi falar a respeito. Não sei se fico com pena ou se é aquela história do “novo que sempre vem”. Bem, cada um é cada um e vamos respeitar. Em todo caso, deixarei abaixo algumas citações interessantes desses autores. Um bom dia a todos, obrigado e tudo de bom por essa vida. Falando sério, tão curta e rapidinha. Até que poderia ser um pouquinho mais longa...Apesar dos pesares, é muito bom viver. Uma verdadeira viagem que pode ser muito legal!
Frases de grandes pensadores:
A vida que não passamos em revista, sem reflexão, não vale a pena viver. (Sócrates)
Só quem entende a beleza do perdão, pode julgar seus semelhantes. (Sócrates)
Pessoas normais falam sobre coisas, pessoas inteligentes falam sobre idéias, pessoas mesquinhas falam sobre pessoas. (Platão)
Se você anda repetindo muito “eu preciso tanto de você” ou “você é a razão da minha vida, cuide-se. (Aristóteles)
A Arte de Ser Bom
Sê bom. Mas ao coração prudência e cautela ajunta. Quem todo de mel se unta, os ursos o lamberão. (Mário Quintana)
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Deixe o carro na garagem...(RISOS)
Nessa vida há muita gente com boas idéias. E muitos trabalham para construir coisas boas, contrariando outros muitos que só estão a fim de se dar bem, ou seja, não fazer nada e ganhar muito dinheiro. Mas, mesmo as boas idéias e o trabalho nem sempre conseguem atingir resultados esperados. Hoje, por exemplo, foi o Dia Mundial sem Carro. Uma idéia muito boa em países onde o povo dispõe de transporte público adequado ou anda, em massa, de bicicleta. Quando nasceu, já encontrou a bicicleta esperando ao lado do berço. Esperar bom resultado dessa campanha no Brasil? É brincadeira!
Não estou falando bobagem. A mídia hoje mostrou a reação do nosso povo, nas grandes cidades brasileiras. Já é um problema cultural. Como fazer as pessoas deixarem o carro na garagem e pegar ônibus ou metrô, ou melhor, como fazer essas pessoas irem de bicicleta para o trabalho ou às compras? Brincadeira! Essa campanha tinha que ter começado quando Cabral aportou por aqui em 1500.
Claro, não havia carro nem bicicleta àquela época do descobrimento do Brasil! Nem vou falar de cidades como Rio e São Paulo, onde há um sistema de metrô e um razoável transporte por ônibus, embora existam milhões de habitantes por lá. Digamos que por lá o transporte público quebre o galho para o povo e ao mesmo tempo seja um sistema caótico no que tange aos congestionamentos. Como esperar que dentre aqueles milhões, alguém fosse pegar uma bicicleta no dia de hoje e ser atropelado no primeiro cruzamento!
Vou falar da capital federal, Brasília, que conheço há anos e bem. A cidade dos automóveis e onde o transporte público eu diria “exótico” em relação às cidades tradicionais do País. Uma cidade com 48 anos de vida e eternos problemas de transporte. Não vou dizer que os governos locais nada têm feito em relação ao problema. Fizeram, o atual está fazendo, mas longe de solucionar a questão a ponto de induzir sua população a usar bicicleta para se locomover ao trabalho. Só para quem não vive em Brasília há anos ou não conhece a mentalidade reinante por aqui. Brasília ainda é e talvez seja por muito tempo sinônimo de automóvel. Quem ainda não tem, se vira para comprar um, mesmo velho. Criou-se até um local de vendas imenso, chamado Cidade dos Automóveis. Arriscaria dizer que quem não possui veículo automotor por aqui, quase não é considerado gente na cidade. É desumano, mas é assim e pode quem quiser dizer que estou exagerando. Carro é título, dá status em Brasília, tal qual o lugar onde se mora e a roupa que se veste. Isso deveria mudar, mas até agora...
Brasília é linda, arquitetura intrigante, traçado moderno com seus largos eixos de rolamento. Uma cidade realmente diferente de todo o Brasil. Deveria mudar sua mentalidade também. Fazê-la de primeiro mundo. Torná-la linda, maravilhosa perante as demais cidades. Dar até exemplo de “cabeça boa”, como pensante que é para o País.
Como então esperar que a capital federal aderisse ao Dia Mundial sem Carro? Mesmo com o atual governo do Distrito Federal anunciando 42 quilômetros de ciclovias, que, no máximo, são utilizadas para o esporte e lazer. Menos mal que seja esse o uso de verdade. Amigos e conhecidos meus já manifestaram o seu “horror” de ter que pegar transporte público em Brasília. Imaginem os engravatados locais chegando aos Ministérios de bicicleta? Vá fazer utopia assim lá...
Seja em Brasília ou qualquer outra cidade brasileira, fazer uso maciço da bicicleta ou do transporte público, será um passo que vai requerer muito trabalho e investimentos. E, sobretudo, mudança de mentalidade que deverá começar por nossas criancinhas. Mudança que deverá usar os currículos escolares da primeira infância. Estou falando sério. Cidadania por completo e não apenas para as eleições. Por enquanto, o que se tem é o que se vê. E quem se utiliza do transporte público que se tem no momento, é porque não há outro jeito. Pendurado ou amassado tem que se chegar ao trabalho. Bicicleta por enquanto só para lazer, esporte de trilhas. Pode ser que uns gatos pingados tivessem coragem de usá-la como transporte do cotidiano.
Não estou falando bobagem. A mídia hoje mostrou a reação do nosso povo, nas grandes cidades brasileiras. Já é um problema cultural. Como fazer as pessoas deixarem o carro na garagem e pegar ônibus ou metrô, ou melhor, como fazer essas pessoas irem de bicicleta para o trabalho ou às compras? Brincadeira! Essa campanha tinha que ter começado quando Cabral aportou por aqui em 1500.
Claro, não havia carro nem bicicleta àquela época do descobrimento do Brasil! Nem vou falar de cidades como Rio e São Paulo, onde há um sistema de metrô e um razoável transporte por ônibus, embora existam milhões de habitantes por lá. Digamos que por lá o transporte público quebre o galho para o povo e ao mesmo tempo seja um sistema caótico no que tange aos congestionamentos. Como esperar que dentre aqueles milhões, alguém fosse pegar uma bicicleta no dia de hoje e ser atropelado no primeiro cruzamento!
Vou falar da capital federal, Brasília, que conheço há anos e bem. A cidade dos automóveis e onde o transporte público eu diria “exótico” em relação às cidades tradicionais do País. Uma cidade com 48 anos de vida e eternos problemas de transporte. Não vou dizer que os governos locais nada têm feito em relação ao problema. Fizeram, o atual está fazendo, mas longe de solucionar a questão a ponto de induzir sua população a usar bicicleta para se locomover ao trabalho. Só para quem não vive em Brasília há anos ou não conhece a mentalidade reinante por aqui. Brasília ainda é e talvez seja por muito tempo sinônimo de automóvel. Quem ainda não tem, se vira para comprar um, mesmo velho. Criou-se até um local de vendas imenso, chamado Cidade dos Automóveis. Arriscaria dizer que quem não possui veículo automotor por aqui, quase não é considerado gente na cidade. É desumano, mas é assim e pode quem quiser dizer que estou exagerando. Carro é título, dá status em Brasília, tal qual o lugar onde se mora e a roupa que se veste. Isso deveria mudar, mas até agora...
Brasília é linda, arquitetura intrigante, traçado moderno com seus largos eixos de rolamento. Uma cidade realmente diferente de todo o Brasil. Deveria mudar sua mentalidade também. Fazê-la de primeiro mundo. Torná-la linda, maravilhosa perante as demais cidades. Dar até exemplo de “cabeça boa”, como pensante que é para o País.
Como então esperar que a capital federal aderisse ao Dia Mundial sem Carro? Mesmo com o atual governo do Distrito Federal anunciando 42 quilômetros de ciclovias, que, no máximo, são utilizadas para o esporte e lazer. Menos mal que seja esse o uso de verdade. Amigos e conhecidos meus já manifestaram o seu “horror” de ter que pegar transporte público em Brasília. Imaginem os engravatados locais chegando aos Ministérios de bicicleta? Vá fazer utopia assim lá...
Seja em Brasília ou qualquer outra cidade brasileira, fazer uso maciço da bicicleta ou do transporte público, será um passo que vai requerer muito trabalho e investimentos. E, sobretudo, mudança de mentalidade que deverá começar por nossas criancinhas. Mudança que deverá usar os currículos escolares da primeira infância. Estou falando sério. Cidadania por completo e não apenas para as eleições. Por enquanto, o que se tem é o que se vê. E quem se utiliza do transporte público que se tem no momento, é porque não há outro jeito. Pendurado ou amassado tem que se chegar ao trabalho. Bicicleta por enquanto só para lazer, esporte de trilhas. Pode ser que uns gatos pingados tivessem coragem de usá-la como transporte do cotidiano.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Valorizar-se e ser feliz na maior idade, eis a questão
Se existe uma coisa que melhorou muito no Brasil, é o tratamento dispensado atualmente ao pessoal da chamada terceira idade. Claro que ainda há resquícios do modo desumano e antigo de se lidar com os mais velhos, todavia, evidentemente, uma nova cultura está se formando em torno do tema. A política, traçada e desenvolvida por governos passados e também seguida e estimulada pelo atual, vem conseguindo atingir seus objetivos. Parece que, finalmente, todo mundo se deparou com a possibilidade de ficar mais velho um dia. Um processo, digamos, irreversível.
Falo em “possibilidade” porque, por mais que lamentemos, um grande número de jovens vem morrendo prematuramente, resultado de inúmeros aspectos negativos do mundo contemporâneo. São os estúpidos acidentes de tráfego, são as drogas, são as guerras urbanas por conta do narcotráfico e outras violências geradas dentro da sociedade moderna. Por isso, agora, passar dos 50 e chegar aos 60 anos de idade, já é motivo de muita comemoração para quem consegue a façanha.
Por outro lado, várias instituições, organizações, fazem várias campanhas em prol das pessoas de mais idade. O “velho” de hoje está longe de ser aquele “velho” dos tempos dos nossos avós. O conceito de “velho” vem se alterando através dos últimos anos, perdendo aquele significado pejorativo de antes. Velho, na verdade, deve ser coisa mesmo para museu e mesmo em museu tem que ser limpo e conservado, senão o museu perde a graça.
As pessoas de mais de 60 anos hoje conquistaram alguns privilégios e não devem e nem têm que reverenciar ninguém por causa disso. Finalmente caiu a ficha em muitas cabeças. Os jovens que aí estão, nunca é demais lembrar que, se estão, é por conta dos mais velhos. O que esses jovens encontram no mundo é o resultado do trabalho de seus pais e avós. E eles não têm outra alternativa a não ser aperfeiçoar esse trabalho, se quiserem um mundo melhor. O bom de hoje em dia é que houve um aumento do nível de respeito em relação às pessoas de mais idade. Não posso deixar de dizer que a mídia também tem colaborado muito nesse sentido.
Noutro dia, dentro de uma matéria sobre o comportamento atual das pessoas mais idosas, detive-me na resposta de um entrevistado. Um homem de mais de 60 anos. A repórter lhe perguntou algo sobre como ele se sentia por ter passado daquela idade. O homem respondeu com firmeza: “sei que estou mais perto da morte, mas não me preocupa isso. Ocupo-me em viver. O tempo que me resta não importa. Só me importo em ser feliz”. Considerando-se que a resposta foi sincera, não há outra opção a não ser afirmar que isso é um sinal de sabedoria, da maturidade verdadeira.
Só resta ainda torcer que essa nova mentalidade, em torno do grupo da terceira idade, sirva para a busca de soluções destinada a uma grande parcela dessa faixa etária. Aquela parcela da população que chega à esse ponto da vida sem recursos para sobrevivência básica, ou com a minguada aposentadoria do INSS ou, pior, sem obtê-la pela total falta de orientação ao longo da vida.
Falo em “possibilidade” porque, por mais que lamentemos, um grande número de jovens vem morrendo prematuramente, resultado de inúmeros aspectos negativos do mundo contemporâneo. São os estúpidos acidentes de tráfego, são as drogas, são as guerras urbanas por conta do narcotráfico e outras violências geradas dentro da sociedade moderna. Por isso, agora, passar dos 50 e chegar aos 60 anos de idade, já é motivo de muita comemoração para quem consegue a façanha.
Por outro lado, várias instituições, organizações, fazem várias campanhas em prol das pessoas de mais idade. O “velho” de hoje está longe de ser aquele “velho” dos tempos dos nossos avós. O conceito de “velho” vem se alterando através dos últimos anos, perdendo aquele significado pejorativo de antes. Velho, na verdade, deve ser coisa mesmo para museu e mesmo em museu tem que ser limpo e conservado, senão o museu perde a graça.
As pessoas de mais de 60 anos hoje conquistaram alguns privilégios e não devem e nem têm que reverenciar ninguém por causa disso. Finalmente caiu a ficha em muitas cabeças. Os jovens que aí estão, nunca é demais lembrar que, se estão, é por conta dos mais velhos. O que esses jovens encontram no mundo é o resultado do trabalho de seus pais e avós. E eles não têm outra alternativa a não ser aperfeiçoar esse trabalho, se quiserem um mundo melhor. O bom de hoje em dia é que houve um aumento do nível de respeito em relação às pessoas de mais idade. Não posso deixar de dizer que a mídia também tem colaborado muito nesse sentido.
Noutro dia, dentro de uma matéria sobre o comportamento atual das pessoas mais idosas, detive-me na resposta de um entrevistado. Um homem de mais de 60 anos. A repórter lhe perguntou algo sobre como ele se sentia por ter passado daquela idade. O homem respondeu com firmeza: “sei que estou mais perto da morte, mas não me preocupa isso. Ocupo-me em viver. O tempo que me resta não importa. Só me importo em ser feliz”. Considerando-se que a resposta foi sincera, não há outra opção a não ser afirmar que isso é um sinal de sabedoria, da maturidade verdadeira.
Só resta ainda torcer que essa nova mentalidade, em torno do grupo da terceira idade, sirva para a busca de soluções destinada a uma grande parcela dessa faixa etária. Aquela parcela da população que chega à esse ponto da vida sem recursos para sobrevivência básica, ou com a minguada aposentadoria do INSS ou, pior, sem obtê-la pela total falta de orientação ao longo da vida.
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