sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O Tempo de 2010

Hoje. 1º de janeiro de 2010. Estamos diante de um novo tempo. Um tempo que vem e que passa e, se bobearmos, não teremos avançado muito nele. Ou seja, estaremos do mesmo jeito como estamos agora, quando chegarmos ao limiar de 2011. Então, nesse caso, o de bobearmos em não aproveitar o novo tempo, teremos perdido o dito que não voltará nunca mais, como estes 2009 anos após Cristo jamais voltarão.
Porém, não adianta pensar muito nisto, pois tempo passado é tempo que se foi. Guardemos apenas as lembranças boas, felizes (ainda bem que essas sempre existem) e vamos em frente.
Como sempre acontece ao final de cada ano, milhares de mensagens maravilhosas de paz, amor e felicidades, foram escritas e faladas neste final de 2009. É quase certo que cada habitante do planeta disse para si mesmo, ao despontar este novo ano: “este ano não vai ser igual àquele que passou...” Ao seu modo, em cada idioma, isso foi mais ou menos pensado, dentro daquela capacidade inerente ao ser humano em se transformar para melhor. Mas que, ao mesmo tempo, custosa.
O ano novo sempre é esperado por muitos com ansiedade, como a época em que a vida será melhor, que a partir dali tudo será diferente e que a felicidade plena há de chegar. Mais ou menos como a promessa daquela pessoa que fuma há 20 ou 30 anos e que, de repente, sente-se impelida a deixar de fazê-lo a partir de um determinado ponto da vida. Aí, marca-se a hora e o dia.
Se lermos e relermos com atenção as mensagens de final de ano, observarmos o nosso desejo férreo de mudar para melhor, a gente também pode concluir como o nosso comportamento chega a ser engraçado e mesmo infantil, talvez por conta da influência do nosso querido Papai Noel. Muita gente espera o ano novo como se fosse um pacote que chegará pelo correio, numa bela embalagem com laços de fita, tudo impecável. E, dentro dele, um monte de felicidades, amor e alegrias que irão nos envolver por 365 dias. Pensando bem, seria fantasticamente maravilhoso se fosse mesmo assim.
Todavia, esse novo tempo de 365 dias sempre chega quieto, como silenciosamente chegam todos os dias de nossas vidas. O sol nasce e nos enche de luz, ou o sol não aparece e as nuvens tomam conta do espaço acima de nós, numa linguagem da mãe natureza a nos dizer que não temos mesmo o controle sobre tudo.
Então, já que o novo ano sempre chega quieto, nós é que fazemos barulho e movimento, gritamos, cantamos e batemos palmas, como se quiséssemos dizer ao novo tempo que chega: “agora você vai ver, seja bem vindo, mas nós vamos mudar tudo, vamos ter paz, felicidades, alegrias, saúde e tudo de bom”. Mas, o tempo, que a gente nunca consegue ver, porque ele passa muito depressa, parece dizer algo para nós. Algo que não conseguimos escutar, tamanha a barulheira no momento de sua passagem. Talvez ele nos quisesse dizer para termos muita força de vontade para mudar a face do planeta, ou talvez quisesse dizer naquele instante que, para isso se realizar, vai ser preciso muito amor, fé, caridade e esperança. E assim, envolvidos naquela ocasião de intensa alegria e confraternização, muitos de nós continuamos a esperar a abertura daquele pacote Feliz Ano Novo que acabou de chegar.
Fica então, aqui neste blog, mais uma mensagem de apenas quatro palavras, dentre as inúmeras que todos devem ter recebido de amigos ou visto pela mídia. Para você, em 2010, FÉ, AMOR, ESPERANÇA E CARIDADE. Estas quatro palavras foram retiradas de um livro muito especial, que nos fala sobre a finalidade de cada um de nós em cima da Terra. Não são palavras para serem praticadas em seu sentido mais superficial. E, a bem da verdade, são ações de muito difícil execução, porque exigem que acreditemos em algo muito acima de nós e que detém o controle final sobre tudo que orienta o Universo em que vivemos. Lendo o livro que mencionei, acredito que sejam os quatro ingredientes básicos que, adicionados a outros, podem transformar nossas vidas em algo muito melhor e, consequentemente, a vida do mundo inteiro. Tão bom seria que governantes e líderes mundiais praticassem de verdade essas simples quatro palavras. Por enquanto, utopia. Por enquanto, esses mesmos nos deixam acreditando e esperando por aquele “pacote” que vai chegar pelo correio e nos fazer felizes.
Deixemos isso pra lá. O que importa mesmo é cada um fazer a sua parte do melhor modo possível. Quanto àquelas quatro palavras, só nos resta descobrir o seu sentido mais profundo. Fé, amor, esperança e caridade. Que você seja feliz na sua transformação para melhor. Fique certo ou certa de que o planeta irá lhe agradecer. A maneira? Espere e verá. Esperança.
Um 2010 cheio de enormes realizações pessoais, espirituais e materiais. Somente cada um de nós pode ser capaz de conseguir isso. Por isso, felicidades na tarefa. Ah, e não espere pela abertura do pacote. Hoje, dia primeiro, já tiramos as fitas. Daqui a pouco ele começa a ser aberto. E não se surpreenda se, de dentro dele, começarem a sair Dilmas, Serras, cobras, lagartos e outros bichos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A FELICIDADE DO NATAL

O que falar dessa nossa cena cotidiana brasileira, quando faltam apenas duas semanas para o Natal e três para o novo ano chegar? O Brasil, de verdade, melhorou socialmente? Podemos acreditar nessa infinidade de propagandas governamentais que nos apontam mudanças fantásticas no País, pela boca de nossos ministros e demais autoridades do governo? Sem contar que custam uma fábula de dinheiro, do dinheiro público, especialmente quando veiculadas pela televisão. Ou seriam tais propagandas tão disfarçadas como uma “patada de elefante” ou aquele cobertor curto, com o qual tentamos cobrir a cabeça, e os pés ficam de fora e, se conseguimos cobrir estes, então a cabeça fica a descoberto? Ou seja, tudo mostrado através daquela velha estratégia de se manter o poder pelo poder, com o uso da ingenuidade alheia. Vai saber!
Apesar dos pesares, não sejamos do contra. Acreditemos ou pelo menos vamos fingir que acreditamos, já que a época é natalina, de confraternização. Confraternização da paz talvez de um só dia no ano, em que o clima de festa nos faz esquecer os demais 364 dias de batalha pela sobrevivência num ambiente poucas vezes favorável.
É a luta diária pelo transporte que nos leva ao trabalho. É a decepção quando chegamos à porta de um hospital em busca de um atendimento digno. É a violência urbana em todas as suas modalidades. É a visão constante de imagens e textos que apontam para a comilança do dinheiro público exagerada. Sim, porque já se comporta como exagero a troca de favores entre amigos de diversos níveis, que culmina com o desvio do dinheiro da Nação dos seus verdadeiros propósitos, como o asfalto em estradas, o número adequado de leitos e equipamentos em hospitais, o ensino eficaz para que se faça a luz na cabeça de milhões de irmãos, entre outras coisas.
Diante de alguns países que desenvolveram suas culturas com base numa educação aprimorada e nos melhores valores humanos, morais e éticos, ainda estamos muito atrasados. Isso podemos até saber, mas talvez não damos a devida importância e quantas vezes ressaltamos somente as porcarias desses mesmos países. O que é de se lamentar.
Estamos mergulhados e quase acostumados aos meandros da corrupção humana. Pelo menos é o que parece, quando lemos os nossos jornais ou ligamos nossos aparelhos de TV. Todavia, segundo sempre afirmam os suspeitos ou denunciados envolvidos nessa área, tudo não passa de armações, de montagens feitas por adversários políticos, de invencionices dos nossos ilustres jornalistas nacionais. O texto ainda é o mesmo, velho, de muitos anos atrás.
Então, o que fazer? O de sempre? Fechar os olhos, esquecer, beber o vinho do Natal, comer a rabanada, o peru assado? Brindar com champanhe ou espumante mais barato a chegada do Novo Ano cheio das esperanças? Depois esperar pelo Carnaval, Semana Santa, Feriado de Corpus Christi, Dia dos Namorados, Festas Juninas, Copa do Mundo na África do Sul, Dia das Crianças, Feriadões e novamente o final de 2010? Talvez seja melhor deixar rolar tudo mesmo. Pelo menos assim talvez possamos conquistar pequenos momentos de felicidades particulares.
Essa não é obviamente uma mensagem de final de ano. Seria tremendamente negativo desejar uma mensagem dessas às pessoas que agora já estão envolvidas no corre e compra para os festejos de final de ano. Uma mensagem feliz para um final de ano tem que conter palavras que animem, que criem esperanças e que apontem para um mundo maravilhoso que está por vir, caindo de bandeja aos nossos pés. Tem que ser uma mensagem oriunda do Paraíso em que, para aqueles que ainda acreditam em Papai Noel, o bondoso velhinho venha rodeado de anjinhos azulados com asas brancas tal qual a pureza dos hipócritas corações humanos, trazendo no seu saquinho uma montoeira de presentes para todos os que se comportaram direitinho o ano inteiro.
De qualquer modo, o que dizer então, o que transmitir? Tenham todos, um Natal infeliz?
Claro que não. Então, que todos mergulhemos no clima natalino e de passagem para mais um novo período, fechemos os olhos e peçamos de verdade a transformação do mundo para melhor. Pela redução ou extinção das hipocrisias, das ilusões falsas, das promessas enganosas, das artimanhas e falcatruas esquisitas que suavemente vão eliminando o direito a uma vida verdadeiramente melhor. Uma prece que seja forte o suficiente para restaurar o coração e a dignidade dos homens sobre a Terra.
Esquecer as coisas ruins, que ocorrem sutilmente e que apenas os mais atentos conseguem enxergar, pode acontecer mesmo, desde que os bons ventos dos melhores valores humanos voltem a soprar.
Do contrário, tudo não passará de atos e fatos repetidos periodicamente. E desse modo ficará a pergunta no ar: “até quando?”
Mesmo assim, seguirá a mensagem deste blog, de modo comum, o mais simples possível: TENHAM TODOS UM FELIZ NATAL, na medida em que cada um puder conseguir ter essa noite de magia verdadeiramente de felicidade. E felicidade é coisa muito pessoal. É de fato um esforço individual de conquista. “Hoje será um novo dia, de um novo tempo”, se lutarmos para isso. Até 2010. (plim plim)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Um dia a casa cai

Os políticos corruptos e que não são poucos no Brasil - isso é uma longa história, parecem apostar numa espécie de "idiotice" do povo. Talvez não estejam muito atentos às modernas tecnologias hoje disponíveis. Gravações, vídeos, câmeras escondidas, etc, tudo muito pequenino, fáceis de se introduzir em chips, que são verdadeiros barris de pólvora.
Depois, não adianta aparecer com a cara deslavada, de pau, dizendo que "as imagens não provam por si mesmas" o fato indecente e que serão necessárias milhares de reuniões e comissões de investigação, geralmente compostas por gente que não pode sentar com o "rabo" perto do braseiro.
Ora, a internet hoje, por si só, já é um tremendo meio de comunicação. Mal estoura um escândalo, desses à moda brasileira, que já sabemos o início, o meio e como vão terminar, o povo corre para seus computadores e cria. Cria sátiras, gozações sobre o evento podre, piadas e também repassa, aos emails de suas agendas, outra série de fatos escusos complementares, denunciados não se sabe por quem.
Enfim, atualmente, essa imensa categoria suja, de políticos e governantes nacionais, precisa pisar no freio um pouco que seja. São inteligentes em seus esquemas de se apropriar do dinheiro público, mas esquecem da velocidade vertiginosa da mídia moderna. O que os "salva" de certo modo, ainda é aquela característica cultural da cara de pau diante de uma podridão descoberta, que sempre os deixa "indignados" perante tamanha capacidade da imprensa em "distorcer os fatos e montar vídeos falsos".
A gente pode também imaginar que esses cidadãos, de certo modo, não têm sossego. Será que conseguem dormir bem a noite toda? Ou passam a noite pensando naquela fileira de homens e mulheres envolvidos em seus esquemas e "esquemões", de carregar malas de dinheiro, enfiar dinheiro em meias e cuecas e as damas, quiçá, em suas calcinhas, desde que não usem os modernos fios dentais? Sim, porque para essa intensa e já comum distribuição do nosso dinheiro público, há que se ter muita gente envolvida, muita gente que se vende até por pouco mesmo, muita gente que não gosta do trabalho produtivo sadio e se encosta nesses esquemas em que o dinheiro caminha mais fácil em suas direções. Ao mesmo tempo, essa teia é perigosa, pois tanta gente envolvida faz com que imensos terremotos humanos ocorram quando um ou dois são pegos no flagra fazendo tanta sujeira. É como se um imenso poço subterrâneo explodisse, jorrando não o petróleo, essa riqueza natural, mas volumes enormes de merda sobre a terra. E aí, quando isso ocorre, não há outra forma a não ser lavar a cara de pau e caminhar sobre a lama fétida orgânica com a postura de um ser supremo. Isto só acontece porque há muita gente por aqui mais do que acostumada a viver atolada no meio dessa merda toda.
Falando sério, mesmo que tudo ainda continue como a gente sabe que costuma a ser no Brasil, ou seja, consigam costurar essa monstruosa teia de ação entre amigos, o bom é que já fica um pouco evidente que o povo já está começando a enxergar, embora ainda existam milhões de ignorantes cegos e crédulos no que pregam as vozes da podridão nacional. Resta então a esperança de que possam existir, no meio desse vendaval na zona, pessoas, políticos que não estejam com o sangue envenenado pelos vírus de "mensalões" e outras bactérias oriundas das trevas. Será que existem? Não percamos a esperança, mesmo que esses ainda estejam por nascer em solo pátrio.
A imprensa brasileira poderia fazer matérias mais esclarecedoras ao povo, por exemplo, mostrando os inúmeros prejuízos que sofremos quando o dinheiro público é levado dentro de cuecas, meias e malas. Levados para os caixas dois de partidos políticos, para construção de mansões por aqui e no exterior, compra de apartamentos e belos carros novinhos ou contas bancárias em paraísos fiscais no exterior. Somos levados a pensar, só por um instante, quando em Brasília podemos apreciar toda aquela frota de veículos nacionais e importados, sempre reluzentes em suas latarias e irremediavelmente sempre com a data do ano atual, a desfilar pelas largas avenidas da cidade. Sim, só por um instante, porque depois temos que nos voltar para nossas vidas e pensar como fazer para pagar essa carga tributária brasileira imensa anual, que depois, nesse ciclo vicioso sem vergonha, será desviada pelos esquemas brabos em meio à intimidade genital dos nossos eleitos.
E, em meio a tal intimidade, os inúmeros pacotes de dinheiro reduzem os leitos em hospitais brasileiros, a educação nas escolas, os salários de professores, o asfalto em nossas estradas, o alimento em nossa mesa, isso apenas para citar alguns dos milhares de itens que nos são lesados a cada ato indecente do tipo dos milhares que ocorrem certamente em todas as esferas do setor público do País.
Portanto, só nos resta esperar o futuro. Esperar que as mentes brasileiras se abram para o esclarecimento da verdade, que os ignorantes desse estado de coisas o deixem de ser, que os crédulos não sejam tanto assim e que, sobretudo, todos os nossos milhões de irmãos não se deixem enganar por esse bando de vampiros do suor de um povo. Há um ditado que diz: "um dia a casa cai", principalmente quando os alicerces são feitos com lama, para o desvio do material apropriado. E essa casa vai cair. Quem viver, verá.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A corrida e a raiva

A rua estreita, com inúmeros prédios residenciais. Apesar disso, um grande movimento de tráfego passa por ela. A cidade pode ser qualquer uma. Mas o fato é verídico e corriqueiro. Acontece sempre desse modo ou parecido. Foi visto e testemunhado em silêncio.
O motorista vem com seu carrinho e dá sinal que vai entrar na garagem de um prédio. Obviamente ele reduz a velocidade e ficou evidente que ele fez a sinalização adequada. Todavia, os motoristas que vêm atrás se irritam. Buzinam, dão com a mão para fora dos seus carros. A hora, por volta das 8 da manhã. Todos apressados para ganhar o pão de cada dia. Todos certamente não acordaram num tempo adequado para sair e enfrentar o mundo lá fora. Todos estão estressados e engarrafados.
Mas, por que aquele cidadão tinha logo que diminuir sua marcha para entrar na garagem daquele edifício? Porra, atrapalhando todo mundo! Ele que fosse em frente, largasse seu carro em qualquer lugar, desse a volta no quarteirão, mas, em hipótese nenhuma provocasse uma redução repentina do movimento de tráfego naquela rua. Afinal, não seria possível, num caso desses, em que um idiota tenta entrar no edifício em que mora e atrapalha o tráfego, passar a qualquer custo por outro lugar, subir na calçada, ou desviar daquele infeliz de merda que reteve o tráfego.
Pois assim é o cotidiano da vida em nossas cidades, onde todo mundo está correndo, muitos até sem saber exatamente o porquê. Muitas das vezes porque vêm os outros correndo ou porque disseram que a vida na cidade grande tem que ser assim, não se pode perder tempo. No que perdeu tempo para chegar alucinado aonde se vai, pode já encontrar outro, que correu mais, sentado em seu lugar.
Felizes então aqueles que se livram dessa loucura ou conseguem conviver na maior paz com essa doença metropolitana.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

2012 - seria uma solução para o planeta?

O roteiro tem uma lógica baseada na previsão dos Maias. Que o fim do mundo ocorrerá em 2012, por conta do crescente aumento das radiações solares sobre a Terra.
Como toda produção norte americana de filmes do gênero, 2012 apresenta incríveis efeitos especiais para mostrar o cataclisma final do mundo, com gigantescas erupções vulcânicas em diversos pontos do solo terrestre, bem como terremotos assustadores e tsunamis jamais vistas até hoje. Pela ficção, em 2012 a configuração atual dos continentes e mares será totalmente modificada, após a destruição total de todos os países do planeta. Os oceanos e mares terão seus niveis elevados e o continente africano, por exemplo, terá superfície elevada milhares de metros em relação ao que atualmente conhecemos. Uma amostragem da espécie humana, que pode pagar bilhões de euros por um lugar numa das poucas naves especialmente construídas (tipo Arca de Noé moderna), sobreviverá para dar início ao ano 0001 de um novo calendário.
Afora os efeitos especiais de imagem e som, o filme também apresenta aqueles eternos defeitos tradicionais dos filmes do gênero produzidos em Hollywood. Ou seja, o pequeno grupo de pessoas que consegue embarcar naquelas naves computadorizadas, enfrenta todo o tipo de obstáculos horrendos durante o cataclisma, mas, sempre consegue se safar. Saem ilesos a todas aquelas explosões, gases quentíssimos que saem do ventre da Terra, afundamento e rachaduras imensas no solo e todas as situações que, se reais, não dariam a mínima chance de sobrevivência. É onde o cinema de Hollywood falha na medida em que teima em fazer de bobos o restante do mundo, em querer enfiar na cabeça dos outros que os norte americanos são de um heroísmo a toda prova e, sobretudo, pessoas indestrutíveis e que comandam sempre as decisões mundiais. Tirando essa mania cinematográfica de lado, 2012 não deixa de ser um passatempo catastrófico e tenta alertar as pessoas do mundo inteiro sobre a possível destruição da Terra pelo próprio Homem.
Nessa linha, talvez fosse interessante também a produção de um filme, que mostrasse a destruição lenta e gradual a que o mundo vem passando em geral, com todo o tipo de violência e desrespeito que vem imperando entre os seres humanos pelo planeta.
Voltando a 2012, este filme dá destaque aos principais líderes mundiais nos momentos da grande decisão sobre o que fazer diante do evidente final dos tempos. Da Europa e da Ásia alguns desses líderes manifestam suas opiniões e decisões. Da América do Sul, Central e da África nem uma citação. Do Brasil, apenas aparece uma imagem do Rio de Janeiro, com o Cristo Redentor despencando destruído do alto do Corcovado e um repórter de emissora dos EUA apresentando imagens do povo carioca brigando nas ruas por causa de comida em meio ao cataclisma que sacode a cidade. Subentende-se que do Brasil não sobrou ninguém para contar a história. Ou seja, uma solução radical apresentada pelo filme para a solução de tantos dos nossos problemas. Será?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Os tempos de uma vida fácil

Vivemos uma época em que determinadas pessoas ou grupos querem nos arrancar dinheiro de qualquer modo. Já não bastam os impostos pagos ao governo e que nos consomem praticamente quatro meses dos nossos salários.
Então, como também perdemos totalmente nossa privacidade, batem em nossas portas, ligam para nossos telefones, sabem todos os números do nosso CPF, bem como endereço, telefones e demais dados que deveriam ser mais reservados. A propósito disso, um pequeno lembrete se não for demais: devemos ter mais cuidado ao fazermos cadastro por aí, pois do jeito que as coisas estão, as empresas fazem troca de dados ou até vendem nossas informações para arrecadar mais um dinheirinho.
Esse tipo de gente, que quer a todo custo nos fazer de idiotas e tirar com vaselina o nosso suado dinheiro, geralmente gosta de uma vida fácil, pode não ter mesmo freqüentado alguma escola, mas tem o dom da esperteza. Esse tipo de gente nasceu para ser puta ou mesmo um puto, mas como esta profissão já não é mais restrita a grupo fechado, porque está aberta a qualquer interessado, então o jeito é ir com jeitinho, com promessas do tipo “conto do vigário” dos idos de meados do século passado, no tempo de nossas avós.
São os tempos modernos e temos de enfrentá-los de cabeça erguida, atentos e com muito preparo para a resistência. Resistência aos mirabolantes cartões de crédito, às contas em Bancos super amigos, lojas que são fenomenais, associações beneméritas que nos prometem intensas homenagens, igrejas que nos alugam ou vendem imensos paraísos no céu e muito sucesso na vida terrena, companhias telefônicas de fixos e celulares que se apresentam sempre dispostas a nos dar as maiores vantagens com dezenas de milhares de planos para a nossa intensa comunicação a preços módicos com nossos seres amados. E por aí vai.
Pior de tudo é quando o telefone toca em nossa casa e a gente pensa que é a ligação tanto esperada. E toca sempre no pior momento, naquele em que, ansiosos por atender, saímos pelados do banheiro ou mal acabamos de usar o papel ou a ducha higiênica. ALÔ? Não, não é aquela ligação esperada. È uma voz geralmente suave, doce, oferecendo uma abertura de conta naquele Banco tão amigo, ou a moça da empresa de telefonia que quer a nossa mudança para um plano mais vantajoso. Para eles, claro.
Vão lamber sabão! Contudo, muita gente ainda fica com o ego massageado pela esperteza das palavras bonitas ditas do outro lado. Uma vítima a mais e o perigo continua.